Ontem foi o dia mundial do meio ambiente.
Motivos para comemoração não existem, está em curso, entre políticos ligados a bancada ruralista, esta excrescência criada por um dos sistemas políticos mais deturpados do mundo, pois somente aqui uma parcela da população que não chega a 5 % tem uma das maiores bancadas, um ataque imbecil e suicida a
atual legislação ambiental.
Tal ataque é
encampado pela grande
mídia, que ataca quando tenta fazer passar por palhaço a única autoridade que tem se manifestado contra o golpe tramado pelos fazendeiros e
coroneis deste País, o Ministro do Meio Ambiente Carlos
Minc.
Não morro de amores pelo ministro, mas ele tem feito o seu papel de defender a legislação ambiental da
predação, e por esse motivo virou motivo de chacota de velhos canalhas, como
Claudio Humberto, que fez fama no Governo
Collor, e
Joelmir Betting, para quem o
IBAMA deveria acabar.
A Senadora da
Pagrisa,
Katia Abreu, ao lado de outros menos conhecidos, chegou a dizer que se "dez como o
Minc" sumissem, ninguém notaria.
Expressa assim o pensamento do
coronelismo brasileiro, que mata os adversários e acha isso normal, disfarçado agora de "ruralista".
Essa senadora, representante da Confederação Nacional da Agricultura(
CNA), que defende até quem promove o trabalho escravo, tem,
sabidamente, aversão a regulamentação de suas
atividades, como todo empresário patife do Brasil, pois quem não deve não teme, é a porta bandeira do ataque que vai tirar dos brasileiros o resto de natureza que existe, pois a intenção dos predadores é esta, tão somente.
Em Santa Catarina, apesar da desgraça acontecida ano passado, quando a falta de cobertura vegetal em morros provocou deslizamentos que soterraram famílias inteiras, foi aprovado um arremedo de código ambiental, que diminui para 5 metros o que a Lei Federal diz que tem que ser 30, num claro caso de desrespeito a hierarquia legal que está sendo contestado no Supremo.
A mudança para pior das leis ambientais, além do óbvio impacto no ambiente, que será sentindo por nós e nossos filhos, sem contar que o mundo, já em recessão e em virada pelo aumento da regulação de todos os ramos de
atividade, no qual o Brasil vai na contra mão, claramente irá punir quem
desmata a
Amazônia, e não irá comprar carne ou soja daqui usando um argumento ambiental para barrar o concorrente
econômico.
Outra tentativa de mudança da Lei quer tirar do
IBAMA a competência para fiscalizar, alegando o pacto federativo. Assim, ficariam muito mais a vontade para destruir, sabendo que os fiscais estaduais são muito mais propensos a pressões políticas que os federais, sei disso por experiência, p
ois em recente fiscalização, após a saída da equipe do
IBAMA, os fiscais da
SEMA foram literalmente expulsos por um dos fiscalizados, que chegou ao
acinte de "escoltar" os fiscais até a saída do município.
Pode-se ver assim o interesse que move tais predadores disfarçados de parlamentares.
Cabe a nós não deixar que as coisas cheguem a tal estado, vamos
mandar e-
mails aos deputados e senadores, pressionar e nos manifestar, pois só assim saberão que estamos atentos aos seus golpes.