Quando cheguei no IBAMA de Belém, todo santo dia havia uma confusão na sala da fauna, envolvendo uma senhora que tinha um macaco-prego, e queria ganhar uma "autorização" para ter o dito animal de maneira legal.
Tal autorização não existe na legislação ambiental, animal sem origem, que não é proveniente de criadouro legalizado, não pode ser legalizado.
A dita senhora não entendia isso, e todo dia voltava e tentava alguém diferente para lhe dar a autorização, não raro fazendo verdadeiros escândalos na sala ou na portaria do IBAMA.
Um belo dia esta senhora encontra uma servidora especialmente legalista, por assim dizer, que tentou, novamente, fazer a senhora entender a situação, sendo travado a seguinte tentativa de diálogo:
-Minha Senhora, a situação deste macaco...
-Macaco, não, ele tem nome, o nome dele é Gugu, a senhora respeite.
Virou as costas, extremamente ofendida, e saiu mais uma vez para armar o barraco dela em frente ao IBAMA, deixando a colega conversando com o vento.
sábado, 12 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
A vingança do currupião
Na fiscalização do IBAMA correm inúmeras histórias, e mais ainda estórias, muitas excelentes.
A que vou relatar agora é recentissima, coisa de quinze dias no máximo, e mesmo sabendo de muitas destas histórias, me impressionou.
A equipe chega a uma fazenda, no meio do nada, e encontra um currupião, em uma gaiolinha de talas, sem espaço nem pra esticar as asas, se debatendo.
Para quem conhece, o fato do animal se debater em excesso na gaiola, é sinal de que está preso a pouco tempo, e pode ser solto,.
após ser solto da gaiola, o currupião, para surpresa da equipe, não voou para longe, mas saiu saltitando pelo terreiro, seguido de perto por um dos fiscais que tentava evitar que ele fosse apanhado por um cachorro ou outro animal qualquer.
Depois de dar uma volta inteira na casa da fazenda, o currupião resolveu entrar em uma touceira de bananeiras que havia próximo.
Ao procurar pela ave na touceira, o agente achou, para surpresa de toda a equipe, várias armas de fogo e motos serras, escondidas certamente quando viram os carros se aproximando da sede da fazenda.
O currupião, amigos, sumiu quando o agente foi buscar ajuda para apreender o material ilegal.
Voando.
A que vou relatar agora é recentissima, coisa de quinze dias no máximo, e mesmo sabendo de muitas destas histórias, me impressionou.
A equipe chega a uma fazenda, no meio do nada, e encontra um currupião, em uma gaiolinha de talas, sem espaço nem pra esticar as asas, se debatendo.
Para quem conhece, o fato do animal se debater em excesso na gaiola, é sinal de que está preso a pouco tempo, e pode ser solto,.
após ser solto da gaiola, o currupião, para surpresa da equipe, não voou para longe, mas saiu saltitando pelo terreiro, seguido de perto por um dos fiscais que tentava evitar que ele fosse apanhado por um cachorro ou outro animal qualquer.
Depois de dar uma volta inteira na casa da fazenda, o currupião resolveu entrar em uma touceira de bananeiras que havia próximo.
Ao procurar pela ave na touceira, o agente achou, para surpresa de toda a equipe, várias armas de fogo e motos serras, escondidas certamente quando viram os carros se aproximando da sede da fazenda.
O currupião, amigos, sumiu quando o agente foi buscar ajuda para apreender o material ilegal.
Voando.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Feudalismo.
Em viagem, li agora sobre a solidariedade de magistrados com o juiz Rubens Rollo, preso semana passada por desacato.
Segundo o magistrado e seus representantes de classe, da AJUFE( Assoçiação nacional de Juizes Federais), o senhor Rubens Rolo não poderia ser preso, pois tal prisão fere as prerrogativas de juiz. Pois bem então, tal afirmação foi muito esclaredora para a sociedade.
Sabemos agora que, para a AJUFE, os juizes são praticamente equiparados ao agente 007, que tem licença para matar, pois se fora de serviço( o juiz caminhava na praça Batista Campos), pode desacatar policiais, pois foi esse o motivo da prisão, e não ser preso, então pode fazer tudo.
A muito tempo acho um absurdo um juiz cometer a pior irregularidade e a maior condenação ser a aposentadoria compulsoria, como se não fosse um funcionário público, que perde até a aposentadoria, sem falar em demissão, mesmo sabendo que exerce uma função primordia para a sociedade, assim como os policiais que foram desacatados.
O respeito a democracia exige que TODOS sejam iguais perante a Lei.
Segundo o magistrado e seus representantes de classe, da AJUFE( Assoçiação nacional de Juizes Federais), o senhor Rubens Rolo não poderia ser preso, pois tal prisão fere as prerrogativas de juiz. Pois bem então, tal afirmação foi muito esclaredora para a sociedade.
Sabemos agora que, para a AJUFE, os juizes são praticamente equiparados ao agente 007, que tem licença para matar, pois se fora de serviço( o juiz caminhava na praça Batista Campos), pode desacatar policiais, pois foi esse o motivo da prisão, e não ser preso, então pode fazer tudo.
A muito tempo acho um absurdo um juiz cometer a pior irregularidade e a maior condenação ser a aposentadoria compulsoria, como se não fosse um funcionário público, que perde até a aposentadoria, sem falar em demissão, mesmo sabendo que exerce uma função primordia para a sociedade, assim como os policiais que foram desacatados.
O respeito a democracia exige que TODOS sejam iguais perante a Lei.
domingo, 9 de agosto de 2009
Retorno
Após dias de viagem a trabalho, no Estado do Maranhão, onde descobri que tem coisa muito pior em questão ambiental que o Pará, voltamos.
Hoje, dia dos Pais, fui ao cemitério de Santa Isabel, em Belém, e descobri uma nova faceta da "administração" de Duciomar Costa, o Falsário.
Divulgou-se essa semana que centenas de garis e outros servidores estariam limpando o cemitério para o aumento de visitas que esta data provoca, o que por sí só já é estranho, pois no resto do ano o cemitério não tem limpeza adequada?
Mas o pior estava por vir, o cemitério estava um verdadeiro lixo, com capim alto entre os túmulos e nas passarelas, como nunca vi antes. Um total e verdadeiro desrespeito as famílias que foram homenagear seus entes queridos.
Hoje, dia dos Pais, fui ao cemitério de Santa Isabel, em Belém, e descobri uma nova faceta da "administração" de Duciomar Costa, o Falsário.
Divulgou-se essa semana que centenas de garis e outros servidores estariam limpando o cemitério para o aumento de visitas que esta data provoca, o que por sí só já é estranho, pois no resto do ano o cemitério não tem limpeza adequada?
Mas o pior estava por vir, o cemitério estava um verdadeiro lixo, com capim alto entre os túmulos e nas passarelas, como nunca vi antes. Um total e verdadeiro desrespeito as famílias que foram homenagear seus entes queridos.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Quinta Emenda
Perdemos hoje Juvêncio Arruda, do Quinta Emenda.
Sua inteligencia, capacidade e acima de tudo sua moral servem de exemplo a todos os paraenses.
Ficam aqui os votos de pesar aos familiares, e a certeza que nenhum Homem, com H maiúsculo como foi Juvêncio, passa por esta terra despercebido aos olhos de Deus.
Até a próxima, companheiro.
Sua inteligencia, capacidade e acima de tudo sua moral servem de exemplo a todos os paraenses.
Ficam aqui os votos de pesar aos familiares, e a certeza que nenhum Homem, com H maiúsculo como foi Juvêncio, passa por esta terra despercebido aos olhos de Deus.
Até a próxima, companheiro.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Dois pesos.
Noticia no site do Diário do Pará de ontem, 08/07/09, dá conta da demissão de 210 servidores públicos federais por irregularidades no exercício da função no semestre passado, sendo cerca de 70 % por corrupção.
Em 2007 fiz parte de um PAD (processo administrativo disciplinar) que apurou o uso de notas fiscais falsas para prestação de contas de serviços e bens adquiridos pela administração pública, que resultou em recomendação de demissão de 30 servidores estáveis.
Pois bem, pelo exato mesmo motivo(uso de notas fiscais falsas), o deputado Edmar Moreira, o do castelo não declarado, não pôde ser cassado por seus "pares", que para mim não passam de cumplices, e novamente ontem não pôde nem ao menos ser afastado.
Vai agora ser ''inocentado''.
E ainda aparece um canalha maior ainda para dizer que tal pústula deve andar de cabeça erguida, pois ele anda, e tem certeza que será reeleito por quem o colocou no congresso.
Espero que esta "moral" esteja errada, e que os eleitores do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais aposentem estes "representantes" do povo.
Se os políticos tivessem que obedecer a Lei 8.112/90, arts. 116, 117 e 132, teriamos outro pais.
Em 2007 fiz parte de um PAD (processo administrativo disciplinar) que apurou o uso de notas fiscais falsas para prestação de contas de serviços e bens adquiridos pela administração pública, que resultou em recomendação de demissão de 30 servidores estáveis.
Pois bem, pelo exato mesmo motivo(uso de notas fiscais falsas), o deputado Edmar Moreira, o do castelo não declarado, não pôde ser cassado por seus "pares", que para mim não passam de cumplices, e novamente ontem não pôde nem ao menos ser afastado.
Vai agora ser ''inocentado''.
E ainda aparece um canalha maior ainda para dizer que tal pústula deve andar de cabeça erguida, pois ele anda, e tem certeza que será reeleito por quem o colocou no congresso.
Espero que esta "moral" esteja errada, e que os eleitores do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais aposentem estes "representantes" do povo.
Se os políticos tivessem que obedecer a Lei 8.112/90, arts. 116, 117 e 132, teriamos outro pais.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
A Miriam sabe do que estou falando.
A INSENSATEZ: Coluna de Miriam Leitão, O Globo, Sexta 5/jun.
O confronto entre ruralistas e ambientalistas é completamente insensato. Mesmo se a questão for analisada apenas do ponto de vista da economia, são os ambientalistas quem têm razão. Os ruralistas comemoram vitórias que se voltarão contra eles no futuro. Os frigoríficos terão que provar aos supermercados do Brasil que não compram gado de áreas de desmatamento.O mundo está caminhando num sentido, e o Brasil vai em direção oposta. Em acelerada marcha para o passado.O debate, as propostas no Congresso, a aprovação da MP 458, os erros do governo, a cumplicidade da oposição, tudo isso mostra que a falta de compreensão é generalizada no país.A fritura pública do ministro Carlos Minc, da qual participou com gosto até o senador oposicionista Tasso Jereissati (PSDB-CE), é um detalhe. O trágico é a ação pluripartidária para queimar a Amazônia.Até a China começa a mudar. Nos Estados Unidos, o governo George Bush foi para o lixo da história. O presidente Barack Obama começa a dirigir o país em outro rumo. Está tramitando no Congresso americano um conjunto de parâmetros federais para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O que antes era apenas um sonho da Califórnia, agora será de todo o país.Neste momento em que a ficha começa a cair no mundo, no Brasil ainda se pensa que é possível pôr abaixo a maior floresta tropical do planeta, como se ela fosse um estorvo.A MP 458, agora dependendo apenas de sanção presidencial, é pior do que parece. É péssima. Ela legaliza, sim, quem grilou e dá até prazo. Quem ocupou 1.500 hectares antes de primeiro de dezembro de 2004 poderá comprá-la sem licitação e sem vistoria. Tem preferência sobre a terra e poderá pagar da forma mais camarada possível: em 30 anos e com três de carência. E, se ao final da carência quiser vender a terra, a MP permite. Em três anos, o imóvel pode ser passado adiante. Para os pequenos, de até quatrocentos hectares, o prazo é maior: de dez anos. E se o grileiro tomou a terra e deixou lá trabalhadores porque vive em outro lugar? Também tem direito a ficar com ela, porque mesmo que a terra esteja ocupada por ?preposto? ela pode ser adquirida. E se for empresa? Também tem direito.Os defensores da MP na Câmara e no Senado dizem que era para regularizar a situação de quem foi levado para lá pelo governo militar e, depois, abandonado.Conversa fiada. Se fosse, o prazo não seria primeiro de dezembro de 2004.Disseram que era para beneficiar os pequenos posseiros. Conversa fiada. Se fosse, não se permitiria a venda ocupada por um preposto, nem a venda para pessoa jurídica.A lei abre brechas indecorosas para que o patrimônio de todos os brasileiros seja privatizado da pior forma. E a coalizão que se for$a favor dos grileiros é ampla. Inclui o PSDB. O DEM nem se fala porque comandou a votação no Senado, através da relatoria da líder dos ruralistas, Kátia Abreu.Mais uma vez, Pedro Simon (PMDB-RS), quase solitário, estava na direção certa.A ex-ministra Marina Silva diz que o dia da aprovação da MP 458 foi o terceiro pior dia da vida dela.? O primeiro foi quando perdi meu pai, o segundo, quando Chico Mendes morreu ? desabafou.Ela sente como se tivesse perdido todos os avanços dos últimos anos.Minha discordância com a senadora é que eu não acredito nos avanços. Acho que o governo Lula sempre foi ambíguo em relação ao meio ambiente, e o governo Fernando Henrique foi omisso. Se tivessem tido postura, o Brasil não teria perdido o que perdeu.Só nos dois primeiros anos do governo Lula, 2003 e 2004, o desmatamento alcançou 51 mil Km. Muitos que estavam nesse ataque recente à Floresta serão agora ?regularizados?.O Greenpeace divulgou esta semana um relatório devastador. Mostrando que 80% do desmatamento da Amazônia se deve à pecuária. A ONG deu nome aos bois: Bertin, Marfrig, JBS Friboi são os maiores. O BNDES é sócio deles e os financia. Eles fornecem carne para inúmeras empresas, entre elas, as grandes redes de supermercados: Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar.Reuni ontem no programa Espaço Aberto, da Globonews, o coordenador do estudo, André Muggiatti e o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumu Honda. O BNDES não quis ir.A boa notícia foi a atitude dos supermercados. Segundo Sussumu Honda, eles estão preocupados e vão usar seu poder de pressão contra os frigoríficos, para que eles mostrem, através de rastreamento, a origem do gado cuja carne é posta em suas prateleiras.Os exportadores de carne ameaçam processar o Greenpeace. Deveriam fazer o oposto e recusar todo o fornecedor ligado ao desmatamento. O mundo não comprará a carne brasileira a esse preço. Os exportadores enfrentarão barreiras. Isso é certo.O Brasil é tão insensato que até da anêmica Mata Atlântica tirou 100 mil hectares em três anos.Nossa marcha rumo ao passado nos tirará mercado externo. Mas isso é o de menos. O trágico é perdermos o futuro. Símbolo irônico das nossas escolhas é aprovar a MP 458 na semana do Meio Ambiente.
O confronto entre ruralistas e ambientalistas é completamente insensato. Mesmo se a questão for analisada apenas do ponto de vista da economia, são os ambientalistas quem têm razão. Os ruralistas comemoram vitórias que se voltarão contra eles no futuro. Os frigoríficos terão que provar aos supermercados do Brasil que não compram gado de áreas de desmatamento.O mundo está caminhando num sentido, e o Brasil vai em direção oposta. Em acelerada marcha para o passado.O debate, as propostas no Congresso, a aprovação da MP 458, os erros do governo, a cumplicidade da oposição, tudo isso mostra que a falta de compreensão é generalizada no país.A fritura pública do ministro Carlos Minc, da qual participou com gosto até o senador oposicionista Tasso Jereissati (PSDB-CE), é um detalhe. O trágico é a ação pluripartidária para queimar a Amazônia.Até a China começa a mudar. Nos Estados Unidos, o governo George Bush foi para o lixo da história. O presidente Barack Obama começa a dirigir o país em outro rumo. Está tramitando no Congresso americano um conjunto de parâmetros federais para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O que antes era apenas um sonho da Califórnia, agora será de todo o país.Neste momento em que a ficha começa a cair no mundo, no Brasil ainda se pensa que é possível pôr abaixo a maior floresta tropical do planeta, como se ela fosse um estorvo.A MP 458, agora dependendo apenas de sanção presidencial, é pior do que parece. É péssima. Ela legaliza, sim, quem grilou e dá até prazo. Quem ocupou 1.500 hectares antes de primeiro de dezembro de 2004 poderá comprá-la sem licitação e sem vistoria. Tem preferência sobre a terra e poderá pagar da forma mais camarada possível: em 30 anos e com três de carência. E, se ao final da carência quiser vender a terra, a MP permite. Em três anos, o imóvel pode ser passado adiante. Para os pequenos, de até quatrocentos hectares, o prazo é maior: de dez anos. E se o grileiro tomou a terra e deixou lá trabalhadores porque vive em outro lugar? Também tem direito a ficar com ela, porque mesmo que a terra esteja ocupada por ?preposto? ela pode ser adquirida. E se for empresa? Também tem direito.Os defensores da MP na Câmara e no Senado dizem que era para regularizar a situação de quem foi levado para lá pelo governo militar e, depois, abandonado.Conversa fiada. Se fosse, o prazo não seria primeiro de dezembro de 2004.Disseram que era para beneficiar os pequenos posseiros. Conversa fiada. Se fosse, não se permitiria a venda ocupada por um preposto, nem a venda para pessoa jurídica.A lei abre brechas indecorosas para que o patrimônio de todos os brasileiros seja privatizado da pior forma. E a coalizão que se for$a favor dos grileiros é ampla. Inclui o PSDB. O DEM nem se fala porque comandou a votação no Senado, através da relatoria da líder dos ruralistas, Kátia Abreu.Mais uma vez, Pedro Simon (PMDB-RS), quase solitário, estava na direção certa.A ex-ministra Marina Silva diz que o dia da aprovação da MP 458 foi o terceiro pior dia da vida dela.? O primeiro foi quando perdi meu pai, o segundo, quando Chico Mendes morreu ? desabafou.Ela sente como se tivesse perdido todos os avanços dos últimos anos.Minha discordância com a senadora é que eu não acredito nos avanços. Acho que o governo Lula sempre foi ambíguo em relação ao meio ambiente, e o governo Fernando Henrique foi omisso. Se tivessem tido postura, o Brasil não teria perdido o que perdeu.Só nos dois primeiros anos do governo Lula, 2003 e 2004, o desmatamento alcançou 51 mil Km. Muitos que estavam nesse ataque recente à Floresta serão agora ?regularizados?.O Greenpeace divulgou esta semana um relatório devastador. Mostrando que 80% do desmatamento da Amazônia se deve à pecuária. A ONG deu nome aos bois: Bertin, Marfrig, JBS Friboi são os maiores. O BNDES é sócio deles e os financia. Eles fornecem carne para inúmeras empresas, entre elas, as grandes redes de supermercados: Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar.Reuni ontem no programa Espaço Aberto, da Globonews, o coordenador do estudo, André Muggiatti e o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumu Honda. O BNDES não quis ir.A boa notícia foi a atitude dos supermercados. Segundo Sussumu Honda, eles estão preocupados e vão usar seu poder de pressão contra os frigoríficos, para que eles mostrem, através de rastreamento, a origem do gado cuja carne é posta em suas prateleiras.Os exportadores de carne ameaçam processar o Greenpeace. Deveriam fazer o oposto e recusar todo o fornecedor ligado ao desmatamento. O mundo não comprará a carne brasileira a esse preço. Os exportadores enfrentarão barreiras. Isso é certo.O Brasil é tão insensato que até da anêmica Mata Atlântica tirou 100 mil hectares em três anos.Nossa marcha rumo ao passado nos tirará mercado externo. Mas isso é o de menos. O trágico é perdermos o futuro. Símbolo irônico das nossas escolhas é aprovar a MP 458 na semana do Meio Ambiente.
sábado, 6 de junho de 2009
Meio ambiente
Ontem foi o dia mundial do meio ambiente.
Motivos para comemoração não existem, está em curso, entre políticos ligados a bancada ruralista, esta excrescência criada por um dos sistemas políticos mais deturpados do mundo, pois somente aqui uma parcela da população que não chega a 5 % tem uma das maiores bancadas, um ataque imbecil e suicida a atual legislação ambiental.
Tal ataque é encampado pela grande mídia, que ataca quando tenta fazer passar por palhaço a única autoridade que tem se manifestado contra o golpe tramado pelos fazendeiros e coroneis deste País, o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc.
Não morro de amores pelo ministro, mas ele tem feito o seu papel de defender a legislação ambiental da predação, e por esse motivo virou motivo de chacota de velhos canalhas, como Claudio Humberto, que fez fama no Governo Collor, e Joelmir Betting, para quem o IBAMA deveria acabar.
A Senadora da Pagrisa, Katia Abreu, ao lado de outros menos conhecidos, chegou a dizer que se "dez como o Minc" sumissem, ninguém notaria.
Expressa assim o pensamento do coronelismo brasileiro, que mata os adversários e acha isso normal, disfarçado agora de "ruralista".
Essa senadora, representante da Confederação Nacional da Agricultura(CNA), que defende até quem promove o trabalho escravo, tem, sabidamente, aversão a regulamentação de suas atividades, como todo empresário patife do Brasil, pois quem não deve não teme, é a porta bandeira do ataque que vai tirar dos brasileiros o resto de natureza que existe, pois a intenção dos predadores é esta, tão somente.
Em Santa Catarina, apesar da desgraça acontecida ano passado, quando a falta de cobertura vegetal em morros provocou deslizamentos que soterraram famílias inteiras, foi aprovado um arremedo de código ambiental, que diminui para 5 metros o que a Lei Federal diz que tem que ser 30, num claro caso de desrespeito a hierarquia legal que está sendo contestado no Supremo.
A mudança para pior das leis ambientais, além do óbvio impacto no ambiente, que será sentindo por nós e nossos filhos, sem contar que o mundo, já em recessão e em virada pelo aumento da regulação de todos os ramos de atividade, no qual o Brasil vai na contra mão, claramente irá punir quem desmata a Amazônia, e não irá comprar carne ou soja daqui usando um argumento ambiental para barrar o concorrente econômico.
Outra tentativa de mudança da Lei quer tirar do IBAMA a competência para fiscalizar, alegando o pacto federativo. Assim, ficariam muito mais a vontade para destruir, sabendo que os fiscais estaduais são muito mais propensos a pressões políticas que os federais, sei disso por experiência, pois em recente fiscalização, após a saída da equipe do IBAMA, os fiscais da SEMA foram literalmente expulsos por um dos fiscalizados, que chegou ao acinte de "escoltar" os fiscais até a saída do município.
Pode-se ver assim o interesse que move tais predadores disfarçados de parlamentares.
Cabe a nós não deixar que as coisas cheguem a tal estado, vamos mandar e-mails aos deputados e senadores, pressionar e nos manifestar, pois só assim saberão que estamos atentos aos seus golpes.
Motivos para comemoração não existem, está em curso, entre políticos ligados a bancada ruralista, esta excrescência criada por um dos sistemas políticos mais deturpados do mundo, pois somente aqui uma parcela da população que não chega a 5 % tem uma das maiores bancadas, um ataque imbecil e suicida a atual legislação ambiental.
Tal ataque é encampado pela grande mídia, que ataca quando tenta fazer passar por palhaço a única autoridade que tem se manifestado contra o golpe tramado pelos fazendeiros e coroneis deste País, o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc.
Não morro de amores pelo ministro, mas ele tem feito o seu papel de defender a legislação ambiental da predação, e por esse motivo virou motivo de chacota de velhos canalhas, como Claudio Humberto, que fez fama no Governo Collor, e Joelmir Betting, para quem o IBAMA deveria acabar.
A Senadora da Pagrisa, Katia Abreu, ao lado de outros menos conhecidos, chegou a dizer que se "dez como o Minc" sumissem, ninguém notaria.
Expressa assim o pensamento do coronelismo brasileiro, que mata os adversários e acha isso normal, disfarçado agora de "ruralista".
Essa senadora, representante da Confederação Nacional da Agricultura(CNA), que defende até quem promove o trabalho escravo, tem, sabidamente, aversão a regulamentação de suas atividades, como todo empresário patife do Brasil, pois quem não deve não teme, é a porta bandeira do ataque que vai tirar dos brasileiros o resto de natureza que existe, pois a intenção dos predadores é esta, tão somente.
Em Santa Catarina, apesar da desgraça acontecida ano passado, quando a falta de cobertura vegetal em morros provocou deslizamentos que soterraram famílias inteiras, foi aprovado um arremedo de código ambiental, que diminui para 5 metros o que a Lei Federal diz que tem que ser 30, num claro caso de desrespeito a hierarquia legal que está sendo contestado no Supremo.
A mudança para pior das leis ambientais, além do óbvio impacto no ambiente, que será sentindo por nós e nossos filhos, sem contar que o mundo, já em recessão e em virada pelo aumento da regulação de todos os ramos de atividade, no qual o Brasil vai na contra mão, claramente irá punir quem desmata a Amazônia, e não irá comprar carne ou soja daqui usando um argumento ambiental para barrar o concorrente econômico.
Outra tentativa de mudança da Lei quer tirar do IBAMA a competência para fiscalizar, alegando o pacto federativo. Assim, ficariam muito mais a vontade para destruir, sabendo que os fiscais estaduais são muito mais propensos a pressões políticas que os federais, sei disso por experiência, pois em recente fiscalização, após a saída da equipe do IBAMA, os fiscais da SEMA foram literalmente expulsos por um dos fiscalizados, que chegou ao acinte de "escoltar" os fiscais até a saída do município.
Pode-se ver assim o interesse que move tais predadores disfarçados de parlamentares.
Cabe a nós não deixar que as coisas cheguem a tal estado, vamos mandar e-mails aos deputados e senadores, pressionar e nos manifestar, pois só assim saberão que estamos atentos aos seus golpes.
sábado, 30 de maio de 2009
A boa luta
"Proponho que todos os blogueiros, sites, portais, jornais e emissoras de rádio e TV se irmanem numa vigília cívica, amplificando o clamor social por Justiça, num veemente apelo ao presidente do Tribunal de Justiça do Pará, Desembargador Rômulo Nunes, e aos Desembargadores membros das Câmaras Criminais Reunidas - Raimunda do Carmo Gomes Noronha, Albanira Lobato Bemerguy, Milton Nobre, Rosa Portugal Gueiros, Therezinha Martins Fonseca, João Maroja, Vânia Valente do Couto Fortes Bitar Cunha, Raimundo Holanda Reis, Brígida Gonçalves dos Santos, Vânia Lúcia Silveira Azevedo da Silva e Maria de Nazaré Gouveia dos Santos, todos pais e avós amorosos e comprometidos com o efetivo cumprimento dos direitos humanos e de cidadania e empenhados no rigoroso combate à pedofilia, para que coloquem o processo 200930049265 em pauta na reunião da próxima segunda-feira, 1º de junho, e cassem o Habeas Corpus concedido a Luiz Afonso Sefer, acusado de estupro e atentado violento ao pudor contra uma criancinha de 9 anos, até os seus 12 anos. A impunidade - ninguém ignora -, servirá como estímulo a tantos outros que, de forma monstruosa, roubam os sonhos e até muitas vezes a vida de tantas criancinhas.Com a reforma efetivada pela Emenda Constitucional n° 45, o Judiciário tem enorme responsabilidade social a cumprir, até mesmo para resgatar sua imagem, abalada pela morosidade que deixa impunes criminosos monstruosos e permite que apodreçam na cadeia presos sem julgamento nem condenação. Quem paga esse elevado custo social? Vidas destruídas, infâncias roubadas, degradação, exploração e vitimização infanto-juvenil, tráfico de pessoas. Para os desvalidos, o Judiciário tem, historicamente, oferecido lentidão e desamparo. Para os poderosos, ainda persiste a agilidade e o tratamento especial. Essa criança, estuprada sucessivamente ao longo de 4 anos, vítima de atos medonhos, de terror sob formas inimagináveis, já está condenada a ser uma adolescente desajustada social e psicologicamente, uma adulta marcada de forma atroz. Ao invés de estudar, passear e conversar com amigas, ter o colo da família para suas confidências e descobertas, foi uma criança explorada; agora é uma adolescente que, por ter a coragem de denunciar, tem que viver escondida, com medo e tendo sua reputação enxovalhada da forma mais torpe e repugnante pelo seu agressor, que circula lépido e fagueiro usufruindo de seu dinheiro e poder. Onde a Justiça? Onde as garantias fundamentais presentes na nossa Constituição Federal? Onde a Carta dos Direitos Universais do Homem e do Cidadão?A concretização da cidadania ampla se impõe como tarefa constitucional ao Judiciário, em especial os direitos da criança e do adolescente, das mulheres e dos idosos. Os horrores sofridos por essa pobre criança aconteceram por absoluta ausência do Estado e da garantia de um dos mais basilares princípios, o da dignidade humana, contemplado pela nossa Constituição Federal e na prática ignorado. Clamo aos Céus para que Deus ilumine e abençoe os desembargadores das Câmaras Criminais Reunidas do TJEPA, para que cassem de imediato o HC e façam valer a Justiça, a fim de que, um dia, nossas crianças e adolescentes tenham seus direitos de fato respeitados e não precisem recorrer ao Judiciário para que pelo menos penalize quem as massacrou em seus sonhos, sua dignidade, suas esperanças. "
Da blogueira e advogada Franssinete Florenzano, aqui: http://www.uruatapera.com/blog/blog.asp
Da blogueira e advogada Franssinete Florenzano, aqui: http://www.uruatapera.com/blog/blog.asp
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Demência.
Assisti na Bandeirantes esta semana uma propaganda, sobre a legislação ambiental e como ela estaria "atrapalhando" o desenvolvimento do País, com, entre outros absurdos, entrevistas de agricultores presos por supostamente desrespeitar a dita legislação.
Finalizava conclamando a mudanças na Lei, sem o que morreremos de fome e pobreza crônica.
Grande mentira, a Legislação ambiental protege o País, não o atrapalha. Vejam o caso de Santa Catarina ano passado, com as enchentes, claro caso de desastre ambiental, e o ilustre governador deste Estado ainda quer diminuir as áreas de proteção permanente, aumentando ainda mais o risco de um desastre assim se repetir.
A Amazônia, alvo maior da pretensa mudança na legislação ambiental, em especial o código florestal (Lei 4.771-65), visando diminuir as áreas de proteção e principalmente a reserva legal, hoje de 80% das áreas rurais na Amazônia, caso os senhores da CNA e a demo senadora Katia Abreu não saibam, é o local onde se formam as chuvas que caem na região sul do Brasil, ou as repetidas secas ainda não alertaram ninguém sobre este fato ?
O Rio Grande do Sul passou até poucos dias atrás por uma das maiores secas da história, com enormes prejuízos na safra brasileira e maiores ainda aos agricultores, e podem esperar mais ainda se houver a alteração pedida pela Band, CNA e a senadora demo acima citada.
Não existe impacto na natureza sem que alguém pague por isso, e se formos além do que já fizemos, os impactos podem ser maiores que a capacidade de resiliência da nossa espécie, pois a da natureza, como sabemos, é enorme, vide os dinos e outras bilhões de espécies extintas ao longo das eras.
A visão de que a Lei impede o desenvolvimento é errada e incentivada por setores que hoje estão sendo investigados por crimes maiores, a senadora demo já esteve no Pará defendendo os interesses da Pagrisa, autuada por trabalho análogo a escravidão, e atacando os fiscais do trabalho. Em breve, se vencida a batalha por estes setores, podem esperar afrouxamento na lei trabalhista, próximo provável alvo dos mal intencionados.
Como sempre, o Brasil e suas Zelites estão na contra mão da história, pois enquanto o mundo acorda para o problema gerado pela ganância sem limites, o Brasil pode, vitima desta ganância, estar ameaçando seu maior patrimônio, uma das últimas florestas da terra.
Por que motivo não se utilizam, para a produção tão propalada por estes senhores, os 140 milhões de hectares de áreas já alteradas e improdutivas hoje ?
Vou dizer por que: isso não gera especulação em cima do valor da terra, nem abre chance para que os Daniel Dantas da vida ganhem fortunas comprando e vendendo a Amazônia.
O pior é o tipo de arma empregada pelos devastadores, que tem a mídia ao seu lado, e agora lançam discursos de truculência e prejuízos a população causados pela fiscalização ambiental, como se a ilegalidade pudesse ser aceita por órgãos ou servidores públicos, visando um pretenso bem estar destas populações, quando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos locais onde estão instaladas madeireiras ilegais e fazendas de desmatadores fosse altíssimo, e que tais crimes gerassem grandes rendas a população ou aos municípios onde tais desgraças estão localizadas.
Ao contrário disso, só o que se vê é miséria, trabalho escravo, tráfico de drogas, assassinatos de encomenda, prostituição adulta e infantil e assim por diante, provando que o ilícito ambiental está associado a outros tão ou mais nocivos, e afastando a idéia que tentam passar de pobres coitados que somente querem trabalhar e o Governo, ou a Lei ambiental não deixam.
Tais informações não são somente minhas, mas dados apurados no Mapa da Violência do Brasil(http://www.ritla.net/index.php?option=com_content&task=view&id=2313).
Vamos ter consciência sobre o nosso dever com as futuras gerações, com o bem estar nosso mesmo, hoje e no futuro não tão distante, e principalmente olhar para os lados, e ver a quem vamos nos aliar, antes que seja tarde demais para todos nós, pois na natureza nada se cria, tudo se transforma, portanto, vamos olhar o que queremos transformar e deixar de herança.
Finalizava conclamando a mudanças na Lei, sem o que morreremos de fome e pobreza crônica.
Grande mentira, a Legislação ambiental protege o País, não o atrapalha. Vejam o caso de Santa Catarina ano passado, com as enchentes, claro caso de desastre ambiental, e o ilustre governador deste Estado ainda quer diminuir as áreas de proteção permanente, aumentando ainda mais o risco de um desastre assim se repetir.
A Amazônia, alvo maior da pretensa mudança na legislação ambiental, em especial o código florestal (Lei 4.771-65), visando diminuir as áreas de proteção e principalmente a reserva legal, hoje de 80% das áreas rurais na Amazônia, caso os senhores da CNA e a demo senadora Katia Abreu não saibam, é o local onde se formam as chuvas que caem na região sul do Brasil, ou as repetidas secas ainda não alertaram ninguém sobre este fato ?
O Rio Grande do Sul passou até poucos dias atrás por uma das maiores secas da história, com enormes prejuízos na safra brasileira e maiores ainda aos agricultores, e podem esperar mais ainda se houver a alteração pedida pela Band, CNA e a senadora demo acima citada.
Não existe impacto na natureza sem que alguém pague por isso, e se formos além do que já fizemos, os impactos podem ser maiores que a capacidade de resiliência da nossa espécie, pois a da natureza, como sabemos, é enorme, vide os dinos e outras bilhões de espécies extintas ao longo das eras.
A visão de que a Lei impede o desenvolvimento é errada e incentivada por setores que hoje estão sendo investigados por crimes maiores, a senadora demo já esteve no Pará defendendo os interesses da Pagrisa, autuada por trabalho análogo a escravidão, e atacando os fiscais do trabalho. Em breve, se vencida a batalha por estes setores, podem esperar afrouxamento na lei trabalhista, próximo provável alvo dos mal intencionados.
Como sempre, o Brasil e suas Zelites estão na contra mão da história, pois enquanto o mundo acorda para o problema gerado pela ganância sem limites, o Brasil pode, vitima desta ganância, estar ameaçando seu maior patrimônio, uma das últimas florestas da terra.
Por que motivo não se utilizam, para a produção tão propalada por estes senhores, os 140 milhões de hectares de áreas já alteradas e improdutivas hoje ?
Vou dizer por que: isso não gera especulação em cima do valor da terra, nem abre chance para que os Daniel Dantas da vida ganhem fortunas comprando e vendendo a Amazônia.
O pior é o tipo de arma empregada pelos devastadores, que tem a mídia ao seu lado, e agora lançam discursos de truculência e prejuízos a população causados pela fiscalização ambiental, como se a ilegalidade pudesse ser aceita por órgãos ou servidores públicos, visando um pretenso bem estar destas populações, quando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos locais onde estão instaladas madeireiras ilegais e fazendas de desmatadores fosse altíssimo, e que tais crimes gerassem grandes rendas a população ou aos municípios onde tais desgraças estão localizadas.
Ao contrário disso, só o que se vê é miséria, trabalho escravo, tráfico de drogas, assassinatos de encomenda, prostituição adulta e infantil e assim por diante, provando que o ilícito ambiental está associado a outros tão ou mais nocivos, e afastando a idéia que tentam passar de pobres coitados que somente querem trabalhar e o Governo, ou a Lei ambiental não deixam.
Tais informações não são somente minhas, mas dados apurados no Mapa da Violência do Brasil(http://www.ritla.net/index.php?option=com_content&task=view&id=2313).
Vamos ter consciência sobre o nosso dever com as futuras gerações, com o bem estar nosso mesmo, hoje e no futuro não tão distante, e principalmente olhar para os lados, e ver a quem vamos nos aliar, antes que seja tarde demais para todos nós, pois na natureza nada se cria, tudo se transforma, portanto, vamos olhar o que queremos transformar e deixar de herança.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Cara-de-Pau

Na imagem de cima, pode-ver uma placa da "associação de produção agroecológica familiar da comunidade Chico Mendes", cujo nome virou panacéia entre os pseudo-ecologistas, movimentos sociais e ex-ministras. Na foto de baixo se observam os "pequenos agricultores familiares", em alegre convescote, como diria o saudoso Ibrahim Sued. Curioso é que só encontro tais pequenos agricultores aos finais de semana nesta "comuna", e neste lote, ao lado da placa, haviam pelo menos cinco carros. Fotos tiradas no domingo, 24/05/2009, de uma invasão em Benevides, localizada na estrada da Maravilha, outrora conhecida como fazenda Santa Paula.Conheci, infelizmente, a algum tempo, uma das líderes de invasões em Benevides, de prenome Jesus, que tem entre outros empreendimentos um motel e circulava por lá em uma S-10 cabine dupla, liderando sem-terras que tinham comércios, taxis, mototaxis e também eram, alguns, funcionários públicos.
Em todos os "lotes" deste pretenso assentamento, aos finais de semana vejo carros e pessoas em trajes de banho, sem contar os dias de assembléia dos sem terra, quando não tem estacionamento que chegue para tantos carros.
Não defendo aqui o proprietário ou proprietários da fazenda, mas a Lei, e acho um absurdo que se invada uma fazenda, produtiva ou não, para criação de sítios de lazer.
Os "donos" destes sítios devem se gabar aos amigos de sua terra, e posar de barões por aí, com a terra dos outros. Uma Vergonha, como diz o Boris Casoy.
Estou nessa.
De novo no O Eco (www.oeco.com.br):
Um milhão por leis ambientais
25/05/2009, 18:46
Neste final de semana, um grupo formado por ambientalistas, juristas e políticos se reuniu para dar início ao que foi chamado “movimento de reação” contra a destruição das leis ambientais do país. O encontro ocorreu dentro das atividades do Viva a Mata, evento realizado pela não-governamental SOS Mata Atlântica em prol da proteção do bioma. Estavam presentes o deputado José Sarney Filho, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Antonio Hermann Benjamin, o diretor de mobilização da SOS MA, Mário Mantovani, entre outros.A idéia do grupo é, dentro de oito meses, colocar um milhão de pessoas nas ruas, numa mobilização semelhante à que ocorreu em 1984, com o Movimento Diretas Já. “Este é o momento mais crítico do movimento ambientalista brasileiro, estamos numa guerra, agora declarada, onde a mudança no Código Florestal é apenas a ponta do iceberg. Cabe ao movimento ambientalista fazer uma auto-crítica e mobilizar a sociedade”, disse Clayton Lino, da Fundação Florestal do Estado de São Paulo, em relação à desarticulação do movimento ambientalista brasileiro. “Esse mau momento ocorreu por vários motivos, entre eles a falta de um 'extensionismo' ambiental até o campo”, disse.Além de tentar a rearticulação e levar um milhão de pessoas às ruas, o grupo sugeriu a criação de um ranking dos políticos que têm projetos de lei ou emendas contra o meio ambiente. Após o encontro, uma pequena mobilização foi realizada no Parque Ibirapuera, sede do Viva a Mata, já como um “start” para a grande mobilização, segundo Mário Mantovani. O grupo também disse estar de olho na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, que deve votar na próxima quarta-feira a proposta de Decreto Legislativo do deputado Fernando Chucre, que visa reduzir a proteção de restingas no país. “Este encontro de hoje [sábado, 23] é o ponto de partida para a reviravolta das leis ambientais, para um movimento de reação”, disse a O Eco o deputado Sarney Filho. Rede de ONGs da Mata Atlântica entregou carta de apoio ao grupo durante o evento.
Um milhão por leis ambientais
25/05/2009, 18:46
Neste final de semana, um grupo formado por ambientalistas, juristas e políticos se reuniu para dar início ao que foi chamado “movimento de reação” contra a destruição das leis ambientais do país. O encontro ocorreu dentro das atividades do Viva a Mata, evento realizado pela não-governamental SOS Mata Atlântica em prol da proteção do bioma. Estavam presentes o deputado José Sarney Filho, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Antonio Hermann Benjamin, o diretor de mobilização da SOS MA, Mário Mantovani, entre outros.A idéia do grupo é, dentro de oito meses, colocar um milhão de pessoas nas ruas, numa mobilização semelhante à que ocorreu em 1984, com o Movimento Diretas Já. “Este é o momento mais crítico do movimento ambientalista brasileiro, estamos numa guerra, agora declarada, onde a mudança no Código Florestal é apenas a ponta do iceberg. Cabe ao movimento ambientalista fazer uma auto-crítica e mobilizar a sociedade”, disse Clayton Lino, da Fundação Florestal do Estado de São Paulo, em relação à desarticulação do movimento ambientalista brasileiro. “Esse mau momento ocorreu por vários motivos, entre eles a falta de um 'extensionismo' ambiental até o campo”, disse.Além de tentar a rearticulação e levar um milhão de pessoas às ruas, o grupo sugeriu a criação de um ranking dos políticos que têm projetos de lei ou emendas contra o meio ambiente. Após o encontro, uma pequena mobilização foi realizada no Parque Ibirapuera, sede do Viva a Mata, já como um “start” para a grande mobilização, segundo Mário Mantovani. O grupo também disse estar de olho na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, que deve votar na próxima quarta-feira a proposta de Decreto Legislativo do deputado Fernando Chucre, que visa reduzir a proteção de restingas no país. “Este encontro de hoje [sábado, 23] é o ponto de partida para a reviravolta das leis ambientais, para um movimento de reação”, disse a O Eco o deputado Sarney Filho. Rede de ONGs da Mata Atlântica entregou carta de apoio ao grupo durante o evento.
Essa é legal também
Uma equipe de pesquisadores brasileiros está em fase avançada de estudos para o OLED (Organic Light-Emitting Diode, em inglês), que seria o futuro dos monitores e tvs de plasma e LCD, muito mais finos e econômicos, a partir do óleo da carnaúba.
Já imaginaram, uma tv de carnaubeiras ?
Já imaginaram, uma tv de carnaubeiras ?
domingo, 24 de maio de 2009
Ruas de Belém.
Já que a Prefeitura está "retomando" ruas, está mais do que na hora de retomar a Tv. Dom Pedro I, há muito tempo usurpada pela SANAVE, da família do conselheiro do TCE Cipriano Sabino, e que insiste em que a Rua, e aquilo é sem sombra de dúvida nenhuma uma rua de que a empresa se apropriou, é seu pátio de cargas. Vamos lá falsário, desocupe essa também.
sábado, 23 de maio de 2009
Legal essa.
Saiu no "Salada verde" do site O eco (http://www.oeco.com.br/saladaverde)
Televisão à base de moluscos
22/05/2009, 17:25
Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) está perto de descobrir uma maneira para minimizar em cem vezes o uso de energia nos aparelhos de televisão com formato de tela Screen (igual aos cinemas). A notícia seria comum, caso a fonte da pesquisa não fosse os chocos, moluscos marinhos que trocam de cor em menos de um segundo. A curiosa notícia pode ser lida na íntegra no Tree Hugger.
Televisão à base de moluscos
22/05/2009, 17:25
Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) está perto de descobrir uma maneira para minimizar em cem vezes o uso de energia nos aparelhos de televisão com formato de tela Screen (igual aos cinemas). A notícia seria comum, caso a fonte da pesquisa não fosse os chocos, moluscos marinhos que trocam de cor em menos de um segundo. A curiosa notícia pode ser lida na íntegra no Tree Hugger.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Messianismo.
Certas pessoas da esquerda sofrem do problema do titulo.
Segundo a "Veja", a ex-Senadora Heloisa Helena pagou passagem para o filho com sua cota de parlamentar, engrossando a lista dos que utilizam o público como se privado fosse.
O diferencial da senadora é que, segundo a revista, sua reação foi dizer que não poderia ser "confundida" com os outros bandidos que fizeram exatamente o mesmo.
Por que, senadora, o que a torna especial nesta questão ? Aonde está a diferença do que a senhora fez do que fizeram os outros ? Por que os outros são bandidos e a senhora não ?
Gostaria muito de entender o ponto de vista que a levou a tirar a conclusão que quando usa passagens da cota para fins pessoais é diferente dos outros parlamentares que também usam a cota para férias em família ou estornos imorais do dinheiro, como a viúva de Jeferson Peres, que retirou mais de R$ 100.000,00 em dinheiro da passagens não utilizadas por seu marido quando vivo. Tenho certeza que ele, homem sério que era, virou no túmulo quando isso aconteceu.
Se alguém souber por que a senhora, senadora, agora, é diferente do resto, por favor, me explique.
Segundo a "Veja", a ex-Senadora Heloisa Helena pagou passagem para o filho com sua cota de parlamentar, engrossando a lista dos que utilizam o público como se privado fosse.
O diferencial da senadora é que, segundo a revista, sua reação foi dizer que não poderia ser "confundida" com os outros bandidos que fizeram exatamente o mesmo.
Por que, senadora, o que a torna especial nesta questão ? Aonde está a diferença do que a senhora fez do que fizeram os outros ? Por que os outros são bandidos e a senhora não ?
Gostaria muito de entender o ponto de vista que a levou a tirar a conclusão que quando usa passagens da cota para fins pessoais é diferente dos outros parlamentares que também usam a cota para férias em família ou estornos imorais do dinheiro, como a viúva de Jeferson Peres, que retirou mais de R$ 100.000,00 em dinheiro da passagens não utilizadas por seu marido quando vivo. Tenho certeza que ele, homem sério que era, virou no túmulo quando isso aconteceu.
Se alguém souber por que a senhora, senadora, agora, é diferente do resto, por favor, me explique.
domingo, 17 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
Memória
Quem me conhece sabe o quanto gosto de contar histórias e estórias.
Pois bem, a que vou contar agora tem muito a ver com a minha identificação com a causa ambiental, e vem de 1987.
Neste ano, eu e meu irmão, Alan, eramos da diretoria do Centro Cívico Rosa Gattorno, do Colégio Gentil Bittencourt, e em setembro houve o acidente com o césio radioativo em Goiania, Goiás, e entre uma das soluções estava enterrar o material contaminado na Serra do Cachimbo, divisa do Pará com o Matogrosso.
Entre os protestos contra a medida, houve uma passeata de estudantes, organizada pelos gremios estudantis de alguns colégios de Belém, nascida de ideía do então coordenador estudantil do centro cívico do Gentil, Prof. Cícero, e coordenada principalmente pelo nosso centro, do Colégio Nazaré e do Paulino de Brito, com apoio da UNE, que teve um sucesso inesperado para todos os envolvidos, parando o centro da cidade, e terminando em frente a prefeitura de Belém.
Ao falar no carro som contra a medida, fui surpreendido por um senhorzinho, que com um gravador cassete nas mãos pedia a palavra. O coordenador do Centro Cívico sussurou ao meu lado
-É o Camilo Viana, deixa ele falar.
Passei o microfone ao ecologista, que simplesmente colou o gravador ao microfone e rodou a gravação.
Um barulho infernal invadiu imediatamente a praça, calando os manifestantes. Imaginei que o gravador estava com defeito, ou que dera microfonia no som, mas o velinho continuou com o gravador ligado, fazendo aquele barulho por mais ou menos cinco minutos.
Já estava impaciente, sem saber como acabar com o barulho, achando que ele ia esvaziar a manifestação, pois ninguém entendia o que estava acontecendo, ou o que o ecologista queria com aquilo.
Após cinco minutos do barulho infernal, o doutor Camilo calmamente desligou o gravador, levou o microfone aos lábios e falou:
-Isto, meus filhos, é o som das motosserras destruindo a Amazônia.
A estudantada veio abaixo, entrando em verdadeiro frenesi de gritos e palmas para o ecologista.
Até hoje eu me emociono quando lembro desta história, com a coragem e força com que este homem continua sua luta defendendo nosso maior bem, que é a natureza.
Pois bem, a que vou contar agora tem muito a ver com a minha identificação com a causa ambiental, e vem de 1987.
Neste ano, eu e meu irmão, Alan, eramos da diretoria do Centro Cívico Rosa Gattorno, do Colégio Gentil Bittencourt, e em setembro houve o acidente com o césio radioativo em Goiania, Goiás, e entre uma das soluções estava enterrar o material contaminado na Serra do Cachimbo, divisa do Pará com o Matogrosso.
Entre os protestos contra a medida, houve uma passeata de estudantes, organizada pelos gremios estudantis de alguns colégios de Belém, nascida de ideía do então coordenador estudantil do centro cívico do Gentil, Prof. Cícero, e coordenada principalmente pelo nosso centro, do Colégio Nazaré e do Paulino de Brito, com apoio da UNE, que teve um sucesso inesperado para todos os envolvidos, parando o centro da cidade, e terminando em frente a prefeitura de Belém.
Ao falar no carro som contra a medida, fui surpreendido por um senhorzinho, que com um gravador cassete nas mãos pedia a palavra. O coordenador do Centro Cívico sussurou ao meu lado
-É o Camilo Viana, deixa ele falar.
Passei o microfone ao ecologista, que simplesmente colou o gravador ao microfone e rodou a gravação.
Um barulho infernal invadiu imediatamente a praça, calando os manifestantes. Imaginei que o gravador estava com defeito, ou que dera microfonia no som, mas o velinho continuou com o gravador ligado, fazendo aquele barulho por mais ou menos cinco minutos.
Já estava impaciente, sem saber como acabar com o barulho, achando que ele ia esvaziar a manifestação, pois ninguém entendia o que estava acontecendo, ou o que o ecologista queria com aquilo.
Após cinco minutos do barulho infernal, o doutor Camilo calmamente desligou o gravador, levou o microfone aos lábios e falou:
-Isto, meus filhos, é o som das motosserras destruindo a Amazônia.
A estudantada veio abaixo, entrando em verdadeiro frenesi de gritos e palmas para o ecologista.
Até hoje eu me emociono quando lembro desta história, com a coragem e força com que este homem continua sua luta defendendo nosso maior bem, que é a natureza.
domingo, 3 de maio de 2009
Nova Esperança ? do Piriá.
Estou em campo, na operação Caapora, do IBAMA, com apoio da Força Nacional de Segurança, Batalhão de Policia Ambiental, Corpo de Bombeiros, FUNAI, SEMA e PRF.
Pois bem, o alvo inicial era em Nova Esperança do Piriá, município localizado entre Capitão Poço e Paragominas, para ficar entre os mais conhecidos. Lá, foram encontradas 14 serrarias, sendo 13 totalmente ilegais, e a restante com licença ambiental vencida e sem madeira legal no pátio.
Após a chegada da equipe, os madeireiros fugiram, não retornando aos locais dos seus crimes.
O fechamento das serrarias causou, logicamente, impacto na sociedade local, com fechamento das vagas de sub-emprego, pois o que era pago aos trabalhadores era desumano, segundo relatos, um dos donos, após reclamações sobre o valor pago, de R$ 360,00 por mês, reduziu para R$ 300,00 o salário, em total escárnio pelos direitos destas pessoas.
No município não existe legalidade em nada, as serrarias (ilegais) estão em área de assentamento para reforma agrária, tanto neste município quanto em Cachoeira do Piriá e Viseu, onde mais 8 serrarias foram flagradas nas mesmas condições, nos assentamentos CIDAPAR I e II, e mais uma, em instalação, onde de acordo com o caseiro do local, o assentado "alugou" a área para que a serraria fosse montada, e mora hoje em Castanhal, vivendo da "renda" que sua propriedade lhe proporciona. Triste é ver que o INCRA nada fez para impedir tal coisa, pois existe até serraria em assentamento com Licença de Operação da SEMA.
A madeira que era desdobrada nestes locais era proveniente da TI Alto rio Guamá, e em menor escala das áreas de reserva legal dos assentamentos.
Diversos depoimentos deram conta que a madeira da TI é vendida por alguns indígenas, que enfrentam principalmente a ira das mulheres da tribo, mas de vários outros membros também, pois só quem lucra com a retirada ilegal são os madeireiros.
O crime ambiental, apesar dos que acham que gera emprego e que os "ecologistas" do IBAMA não sabem do que falam ou do mal que causam ao "progresso", defendido por Xavieres e Katias da vida, nunca está sozinho, mas sempre vem ligado ao crime trabalhista, ao tráfico de drogas(mais de 12 kgs. de maconha foram apreendidos, e 23.500 pés de maconha destruídos, pela operação do IBAMA e por outra, no mesmo período, da Policia Civil), a prostituição infantil e a violência sem controle, como foi o caso da família inteira massacrada em Garrafão do Norte, cerca de um mês antes do início da operação, pois para que o crime ambiental prospere, é necessária a ausência do Estado, que dá margem a tudo isso.
Por incrível que pareça, em Nova Esperança existe esperança, e seu nome é Novo Horizonte, uma vila, a cerca de 4 km da sede do município, mais limpa, organizada e bonita que a sede.
Tal vila não tem no comércio da madeira seu motor econômico, mas na agricultura familiar, na pequena produção de farinha, gado e frutas.
Em depoimento a reportagem do Diário do Pará, uma das desempregadas relatou que até 6 meses atrás era agricultora, e que largou a roça pelo subemprego nas serrarias, devendo voltar para a roça se a situação não se resolvesse. Pois bem, a situação está resolvida, as serrarias ilegais foram desmontadas, completamente, e retiradas para Belém, para impedir reincidência no crime, comum na região.
Mas as pessoas falam como se fosse vergonha trabalhar na terra, e os políticos locais, entre os quais o candidato derrotado a prefeitura pelo PMDB, que era dono de uma das serrarias ilegais e que insuflava a população contra as fiscalizações anteriores, estão agora ameaçando queimar a prefeitura, nas mão de um grupo que não compartilha de sua ganância ambiental, e por isso é inimigo do "progresso" que criou o bairro da fumaça, de tantas carvoarias que tinha.
Em 2004 estive nesta mesma região, e em Santa Luzia existiam serrarias que utilizavam madeira da TI, e era uma cidade medíocre, praticamente abandonada. Agora, sem as serrarias ilegais, é outra cidade, limpa, bonita, com ar de prosperidade.
Os predadores da floresta não dão retorno a sociedade, ao contrario do que é apregoado, mas somente deixam um rastro de devastação e miséria aonde estão instalados, por que não querem que a população tenha uma possibilidade de vida decente, sabem que somente assim ela irá servir de mão de obra barata e massa de manobra para suas jogadas sujas, tanto econômicas como políticas.
Pois bem, o alvo inicial era em Nova Esperança do Piriá, município localizado entre Capitão Poço e Paragominas, para ficar entre os mais conhecidos. Lá, foram encontradas 14 serrarias, sendo 13 totalmente ilegais, e a restante com licença ambiental vencida e sem madeira legal no pátio.
Após a chegada da equipe, os madeireiros fugiram, não retornando aos locais dos seus crimes.
O fechamento das serrarias causou, logicamente, impacto na sociedade local, com fechamento das vagas de sub-emprego, pois o que era pago aos trabalhadores era desumano, segundo relatos, um dos donos, após reclamações sobre o valor pago, de R$ 360,00 por mês, reduziu para R$ 300,00 o salário, em total escárnio pelos direitos destas pessoas.
No município não existe legalidade em nada, as serrarias (ilegais) estão em área de assentamento para reforma agrária, tanto neste município quanto em Cachoeira do Piriá e Viseu, onde mais 8 serrarias foram flagradas nas mesmas condições, nos assentamentos CIDAPAR I e II, e mais uma, em instalação, onde de acordo com o caseiro do local, o assentado "alugou" a área para que a serraria fosse montada, e mora hoje em Castanhal, vivendo da "renda" que sua propriedade lhe proporciona. Triste é ver que o INCRA nada fez para impedir tal coisa, pois existe até serraria em assentamento com Licença de Operação da SEMA.
A madeira que era desdobrada nestes locais era proveniente da TI Alto rio Guamá, e em menor escala das áreas de reserva legal dos assentamentos.
Diversos depoimentos deram conta que a madeira da TI é vendida por alguns indígenas, que enfrentam principalmente a ira das mulheres da tribo, mas de vários outros membros também, pois só quem lucra com a retirada ilegal são os madeireiros.
O crime ambiental, apesar dos que acham que gera emprego e que os "ecologistas" do IBAMA não sabem do que falam ou do mal que causam ao "progresso", defendido por Xavieres e Katias da vida, nunca está sozinho, mas sempre vem ligado ao crime trabalhista, ao tráfico de drogas(mais de 12 kgs. de maconha foram apreendidos, e 23.500 pés de maconha destruídos, pela operação do IBAMA e por outra, no mesmo período, da Policia Civil), a prostituição infantil e a violência sem controle, como foi o caso da família inteira massacrada em Garrafão do Norte, cerca de um mês antes do início da operação, pois para que o crime ambiental prospere, é necessária a ausência do Estado, que dá margem a tudo isso.
Por incrível que pareça, em Nova Esperança existe esperança, e seu nome é Novo Horizonte, uma vila, a cerca de 4 km da sede do município, mais limpa, organizada e bonita que a sede.
Tal vila não tem no comércio da madeira seu motor econômico, mas na agricultura familiar, na pequena produção de farinha, gado e frutas.
Em depoimento a reportagem do Diário do Pará, uma das desempregadas relatou que até 6 meses atrás era agricultora, e que largou a roça pelo subemprego nas serrarias, devendo voltar para a roça se a situação não se resolvesse. Pois bem, a situação está resolvida, as serrarias ilegais foram desmontadas, completamente, e retiradas para Belém, para impedir reincidência no crime, comum na região.
Mas as pessoas falam como se fosse vergonha trabalhar na terra, e os políticos locais, entre os quais o candidato derrotado a prefeitura pelo PMDB, que era dono de uma das serrarias ilegais e que insuflava a população contra as fiscalizações anteriores, estão agora ameaçando queimar a prefeitura, nas mão de um grupo que não compartilha de sua ganância ambiental, e por isso é inimigo do "progresso" que criou o bairro da fumaça, de tantas carvoarias que tinha.
Em 2004 estive nesta mesma região, e em Santa Luzia existiam serrarias que utilizavam madeira da TI, e era uma cidade medíocre, praticamente abandonada. Agora, sem as serrarias ilegais, é outra cidade, limpa, bonita, com ar de prosperidade.
Os predadores da floresta não dão retorno a sociedade, ao contrario do que é apregoado, mas somente deixam um rastro de devastação e miséria aonde estão instalados, por que não querem que a população tenha uma possibilidade de vida decente, sabem que somente assim ela irá servir de mão de obra barata e massa de manobra para suas jogadas sujas, tanto econômicas como políticas.
domingo, 26 de abril de 2009
Mea Culpa, pero no troppo
Em relação a última postagem deste blog, sobre o tiroteio na fazenda da agropecuária do Daniel Dantas, este blogger se desculpa sobre as denúncias mentirosas sobre escudos humanos por parte do MST na ação.
Felizmente a verdade veio a tona, e não posso me perdoar por acreditar em quem acreditei no primeiro momento, pois a imprensa do Pará está em estado terminal, portanto, nas próximas postagens prometo melhorar meu filtro.
Quanto ao resto, mantenho minha opinião de que a Lei é para todos, e o direito de propriedade deve ser respeitado, mesmo sendo um crápula como o Daniel Dantas, acredito que a justiça, mesmo falha e sob a batuta do cara que tem capangas no Matogrosso, é o melhor caminho.
A reforma agrária feita é cheia de falhas e o MST um movimento que recruta seus "soldados" entre moradores urbanos, para engrossar o caldo dos que necessitam de terra, pois o dia que houver reforma agrária de verdade, o MST acaba, e não é isso que querem seus líderes.
Existem erros de todos os lados nesta historia, o que não justifica que continuem ocorrendo.
Felizmente a verdade veio a tona, e não posso me perdoar por acreditar em quem acreditei no primeiro momento, pois a imprensa do Pará está em estado terminal, portanto, nas próximas postagens prometo melhorar meu filtro.
Quanto ao resto, mantenho minha opinião de que a Lei é para todos, e o direito de propriedade deve ser respeitado, mesmo sendo um crápula como o Daniel Dantas, acredito que a justiça, mesmo falha e sob a batuta do cara que tem capangas no Matogrosso, é o melhor caminho.
A reforma agrária feita é cheia de falhas e o MST um movimento que recruta seus "soldados" entre moradores urbanos, para engrossar o caldo dos que necessitam de terra, pois o dia que houver reforma agrária de verdade, o MST acaba, e não é isso que querem seus líderes.
Existem erros de todos os lados nesta historia, o que não justifica que continuem ocorrendo.
domingo, 19 de abril de 2009
Guerra civil.
Isso é o que teremos, e aparentemente o que quer o MST no Pará.
Aliás, isso é o que prega o MST a muito tempo, quando fala em revolução do proletariado, termo arcaico e sem sentido no mundo de hoje.
No mundo de hoje, em que pesem os erros do capitalismo, que condenou e condena bilhões a pobreza cronica para que poucos possam comprar bolsas e paletós de grifes milionárias, existe a democracia, banguela, coxa, mas democracia, e deve ser respeitada, bem como as lei do País.
Para estes falsos revolucionários, e em muitos casos falsos sem-terra, pois acompanho, em andanças por este Estado, a reforma agrária que está sendo feita, e sei, por experiência, não de ouvir falar, que grande parte dos assentados não são sem-terra, mas cidadãos urbanos, com casa e meios de sobrevivência fora do campo, que procuram terras grátis no INCRA, e que muitos assentados não moram ou ficam nos assentamentos, mas comercializam o lote, transformando um direito legítimo, o da terra, em pura sacanagem de diretores e chefes do movimento, para justificar uma "luta continuada" pela terra.
O ataque armado de ontem, 18/04, a fazenda do grupo Opportunity, é mais uma prova da total e irrestrita falta de respeito a sociedade deste grupo, que tem cometido crimes cada vez mais bárbaros, com a morte de seguranças e agora a tomada de reféns com intuito de servirem de escudo humano aos atacantes, pratica utilizada por Sadam Hussein em Bagdá.
O uso de crianças e mulheres nas tomadas de fazendas e outros locais, aliás é pratica comum a este grupo, que mostra assim seu nível de respeito pela vida de seus próprios membros, no afã de criar novos mártires na luta pela terra.
Se não houver uma posição firme das autoridades podem esperar uma guerra no campo e nas cidades, para muito breve, na qual todos perderão, mas principalmente os que realmente precisam da terra para produzir.
Aliás, isso é o que prega o MST a muito tempo, quando fala em revolução do proletariado, termo arcaico e sem sentido no mundo de hoje.
No mundo de hoje, em que pesem os erros do capitalismo, que condenou e condena bilhões a pobreza cronica para que poucos possam comprar bolsas e paletós de grifes milionárias, existe a democracia, banguela, coxa, mas democracia, e deve ser respeitada, bem como as lei do País.
Para estes falsos revolucionários, e em muitos casos falsos sem-terra, pois acompanho, em andanças por este Estado, a reforma agrária que está sendo feita, e sei, por experiência, não de ouvir falar, que grande parte dos assentados não são sem-terra, mas cidadãos urbanos, com casa e meios de sobrevivência fora do campo, que procuram terras grátis no INCRA, e que muitos assentados não moram ou ficam nos assentamentos, mas comercializam o lote, transformando um direito legítimo, o da terra, em pura sacanagem de diretores e chefes do movimento, para justificar uma "luta continuada" pela terra.
O ataque armado de ontem, 18/04, a fazenda do grupo Opportunity, é mais uma prova da total e irrestrita falta de respeito a sociedade deste grupo, que tem cometido crimes cada vez mais bárbaros, com a morte de seguranças e agora a tomada de reféns com intuito de servirem de escudo humano aos atacantes, pratica utilizada por Sadam Hussein em Bagdá.
O uso de crianças e mulheres nas tomadas de fazendas e outros locais, aliás é pratica comum a este grupo, que mostra assim seu nível de respeito pela vida de seus próprios membros, no afã de criar novos mártires na luta pela terra.
Se não houver uma posição firme das autoridades podem esperar uma guerra no campo e nas cidades, para muito breve, na qual todos perderão, mas principalmente os que realmente precisam da terra para produzir.
sábado, 18 de abril de 2009
Rasteira
Estou fora de Belém, participando de operação de fiscalização em local de difícil acesso a rede e atá a telefone, então tive dificuldades de saber o que se passava na blogosfera, só agora sabendo da censura ao Quinta emenda, o blog que me levou a este outro lado das informações, e um dos mais sérios do Pará.
A família do ex-deputado Seffer, envolvido em pedofilia, com histórico de desvio de recursos desde o tempo da SUDAM e agora em ameaças a religiosas, querer mascarar seus desvios de caráter com medidas judiciais, como se isso por si só absolvesse alguém.
Melhor que jogar o lixo debaixo do tapete, senhores, e não deixar que ele exista, evitando as desgraças que vocês fizeram por toda a existência, fazendo como as pessoas honestas e sãs fazem.
A censura não muda os fatos, apesar da satisfação que deve ter dado aos senhores, somente faz de Juvêncio Arruda um Cidadão, em maiúscula, muito mais importante para a sociedade.
Minha solidariedade a você, Juvêncio, e ao Quinta Emenda, já sabendo de antemão que tal decisão só vai fortalece-los.
A família do ex-deputado Seffer, envolvido em pedofilia, com histórico de desvio de recursos desde o tempo da SUDAM e agora em ameaças a religiosas, querer mascarar seus desvios de caráter com medidas judiciais, como se isso por si só absolvesse alguém.
Melhor que jogar o lixo debaixo do tapete, senhores, e não deixar que ele exista, evitando as desgraças que vocês fizeram por toda a existência, fazendo como as pessoas honestas e sãs fazem.
A censura não muda os fatos, apesar da satisfação que deve ter dado aos senhores, somente faz de Juvêncio Arruda um Cidadão, em maiúscula, muito mais importante para a sociedade.
Minha solidariedade a você, Juvêncio, e ao Quinta Emenda, já sabendo de antemão que tal decisão só vai fortalece-los.
domingo, 5 de abril de 2009
Curto e grosso.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Este rio é minha rua...
Nunca as palavras de Rui Barata foram tão verdadeiras em Belém, a abandonada.
Sei que a chuva foi muita, mas a falta de capacidade de lidar com um fato de Belém é absurda, pois é sabido que chuvas como essa ocorrem sempre.
Não existe desculpa para tal alagamento, são pessoas sendo submetidas a prejuízos e estresse que deveriam e poderiam ser evitados com medidas adequados por parte do poder público, em especial a prefeitura desta cidade sem gestor.
domingo, 29 de março de 2009
Milagre !
Descobri que tem um "pregador" evangélico se dizendo Madame Satan, e que foi salvo de todos os tipos imagináveis de câncer por um anjo.
Vende seu "testemunho", gravado em DVD, pela bagatela de R$ 10,00. Não tem vencimento pros irmãos que querem.
O detalhe é que o transformista Madame Satan morreu em 1976, segundo a wikipédia, e ganhou o apelido em 1942 devido a um filme de mesmo título, de 1932.
Se for mesmo ele, até eu quero o DVD.
Vende seu "testemunho", gravado em DVD, pela bagatela de R$ 10,00. Não tem vencimento pros irmãos que querem.
O detalhe é que o transformista Madame Satan morreu em 1976, segundo a wikipédia, e ganhou o apelido em 1942 devido a um filme de mesmo título, de 1932.
Se for mesmo ele, até eu quero o DVD.
sexta-feira, 27 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Impressionante !!!!
Estoi impressionado.
Impressionado como após semanas de denúncias nos jornais locais e até na imprensa nacional, com direito a transmissão de mortes nas macas, corredores e no chão do PSM da 14 de março, nada mudou ou muda, no telejornal de hoje da RBA novas mortes e denúncias de descaso.
Impressionado também como os vereadores da base de roubalheira negam um "fato" para o começo da CPI.
Impressionado como, após tudo isso, o falso prefeito de Belém, o falsário condenado Duciomar Costa, continua completamente ausente da gestão da cidade.
Mas mais impressionado ainda fico com o povo de Belém, que depois de quatro anos de desgoverno municipal, por um punhado de asfalto, vendeu seus votos, devendo pensar cada um que ajudou a reeleger o pilantra no mal que os seus votos causaram, evitando no futuro que tais mortes continuem acontecendo.
Impressionado como após semanas de denúncias nos jornais locais e até na imprensa nacional, com direito a transmissão de mortes nas macas, corredores e no chão do PSM da 14 de março, nada mudou ou muda, no telejornal de hoje da RBA novas mortes e denúncias de descaso.
Impressionado também como os vereadores da base de roubalheira negam um "fato" para o começo da CPI.
Impressionado como, após tudo isso, o falso prefeito de Belém, o falsário condenado Duciomar Costa, continua completamente ausente da gestão da cidade.
Mas mais impressionado ainda fico com o povo de Belém, que depois de quatro anos de desgoverno municipal, por um punhado de asfalto, vendeu seus votos, devendo pensar cada um que ajudou a reeleger o pilantra no mal que os seus votos causaram, evitando no futuro que tais mortes continuem acontecendo.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Vara ambiental já
O juiz Adalberto Carim Antonio é o titular da primeira vara ambiental do País, criada no Amazônas há doze anos.
Profundo conhecedor da Legislação, mais do que isso o Juiz tem grande sensibilidade para o problema ambiental, sabendo diferenciar a letra fria da verdade nos casos.
O Pará, um dos Estados que mais desmata a floresta, não tem nenhuma vara ambiental Federal.
Credito a tal falha uma falta de efetividade maior no combate aos crimes ambientais no nosso Estado, e lanço aqui uma campanha para a criação, no menor tempo possível, de tal vara federal.
Profundo conhecedor da Legislação, mais do que isso o Juiz tem grande sensibilidade para o problema ambiental, sabendo diferenciar a letra fria da verdade nos casos.
O Pará, um dos Estados que mais desmata a floresta, não tem nenhuma vara ambiental Federal.
Credito a tal falha uma falta de efetividade maior no combate aos crimes ambientais no nosso Estado, e lanço aqui uma campanha para a criação, no menor tempo possível, de tal vara federal.
Cara de Pau II- A revanche
Ouvi de um advogado hoje, sobre a "conduta ambiental" do cliente dele, autuado por pescar com petrecho proibido, que o cliente estava somente "testando" a rede. 1.600 mts.
Quem souber com se "testa" redes de pesca, por favor me explique, que eu não sei, nem os outros servidores do IBAMA, muitos deles remanescentes da antiga SUDEPE, portanto, com mais experiência do que eu.
Ouço muitos absurdos de autuados para tentar justificar os crimes cometidos, mas poucos com tão alto grau de "licença poética".
Quem souber com se "testa" redes de pesca, por favor me explique, que eu não sei, nem os outros servidores do IBAMA, muitos deles remanescentes da antiga SUDEPE, portanto, com mais experiência do que eu.
Ouço muitos absurdos de autuados para tentar justificar os crimes cometidos, mas poucos com tão alto grau de "licença poética".
sábado, 14 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Não quer mais nada
O Presidente do STJ, Gilmar Mendes, ex-advogado do mega banqueiro e condenado de justiça Daniel Dantas, quer agora uma "corregedoria judicial" para controlar as policias.
E o judiciário, quem controla quando condena o MST, o Delegado Protógenese o Juiz Fausto de Sanctis, por que "perseguem" o pobre coitado do DD (não é Dare Devil).
Deveria haver uma corregedoria judicial para os políticos pilantras também, não lhe ocorreu ainda, Ministro ?
Corre para um rumo muito perigoso, o dá proteção total para quem tem dinheiro, o Judiciário brasileiro sob a égide do Ministro Gilmar Mendes.
E o judiciário, quem controla quando condena o MST, o Delegado Protógenese o Juiz Fausto de Sanctis, por que "perseguem" o pobre coitado do DD (não é Dare Devil).
Deveria haver uma corregedoria judicial para os políticos pilantras também, não lhe ocorreu ainda, Ministro ?
Corre para um rumo muito perigoso, o dá proteção total para quem tem dinheiro, o Judiciário brasileiro sob a égide do Ministro Gilmar Mendes.
domingo, 8 de março de 2009
Blogosfera
Muito boa a Carta Aberta ao Arcebispo.
Voces podem dar uma olhada aqui:
http://prof.alan.blog.uol.com.br/arch2009-03-01_2009-03-07.html#2009_03-06_18_30_46-5100940-0
Voces podem dar uma olhada aqui:
http://prof.alan.blog.uol.com.br/arch2009-03-01_2009-03-07.html#2009_03-06_18_30_46-5100940-0
quinta-feira, 5 de março de 2009
Retrógrados
O Bispo de Recife promete excomungar os envolvidos no aborto de uma menor estuprada por um parente, gravidez que poderia até causar a morte da criança.
Engraçado que a esse mesmo Bispo nunca ocorreu excomungar políticos que roubam e consequentemente matam muito mais gente que os médicos e operadores do direito envolvidos no caso do aborto legal.
Estranho, não é ?
Engraçado que a esse mesmo Bispo nunca ocorreu excomungar políticos que roubam e consequentemente matam muito mais gente que os médicos e operadores do direito envolvidos no caso do aborto legal.
Estranho, não é ?
quarta-feira, 4 de março de 2009
Barragens
Linda foto, não ?
Pois esta cachoeira, e junto com ela um sítio arqueológico na região de São Geraldo do Araguaia podem sumir debaixo de uma nova usina hidroelétrica, a de Santa Isabel, que está em estudos para ser erguida entre Ananás, no Tocantins, e São Geraldo, no Pará.
Existem hoje no Estado do Pará estudos sendo feitos para a construção de diversas novas usinas hidrelétricas, além da de Belo Monte, na curva grande do rio Xingu, e, segundo algumas reportagens, talvez 80 só no eixo Araguaia-tocantins, entre as quais as UHE Marabá, em estudos no rio Itacaiúnas, município do mesmo nome, e a já citada UHE Santa Isabel.
A barragem da hidroelétrica de Marabá pode deixar debaixo d’água parte da Terra Indígena (TI) Mãe Maria, da etnia Gavião. A área a ser inundada é a mesma de onde esta enia retira as pedras para as pontas de suas flexas, privando assim a comunidade de mais uma parte de sua tradição e história.
Outros projetos falam na construção de duas PCHs(pequenas centrais hidroelétricas), localizadas no rio Curuá, bacia hidrográfica do rio Amazonas, no município de Novo Progresso –as usinas de Salto Buriti e Salto Curuá.
Além destas, as UHE’s de Tabajara, cinco no rio Teles Pires, que atravessa o Matogrosso e o Pará, chegando até Itaituba e considerado um verdadeiro paraiso pelos pescadores esportivos, as de Apiacás, São Luiz, São João da Barra, Cachoeira Porteira (localizada na margem esquerda do rio Trombetas) e Prainha estão com estudos em andamento ou projetados para os anos de 2009 e 2010.
Os impactos de tais obras são muitos, e afetam o ambiente e as populações das áreas inundadas, podendo levar a diminuição da quantidade e da diversidade de peixes, impedindo o fluxo gênico das espécies e até sua reprodução (piracema), alagando terras férteis, gerando desmatamentos e podendo levar a contaminação de rios, com as alterações feitas no leito do rio e o aporte de matéria orgânica da floresta (folhas, troncos e galhos) podendo causar eutrofização (aumento da quantidade de matéria orgânica em um ecossistema, consumindo assim o oxigênio da água e levando a mortandade de organismos aquáticos).
Os impactos na fauna da área não são resolvidos com os famosos resgates, operações muitas vezes pirotécnicas e que somente adiam a morte dos animais, muitas vezes sendo para a espécie mais lucrativo que os espécimes da área alagada tivessem morrido afogados, pois serão soltos em áreas já ocupadas por outras populações da mesma espécie, que passarão a competir por alimento e hábitat, podendo levar a morte de ambas as populações.
No campo social a criação de novas barragens significa mais excluidos, populações tradicionais e campesinos que terão que começar tudo do zero, em áreas estranhas e muitas (quase todas as) vezes privados de vinculos familiares e comunitários, pois os deslocamentos dificilmente levam em conta parentesco e laços de amizade na hora de reassentar as famílias, dificultando ainda mais fixação destas em um local estranho.
Pequenos produtores rurais e populações tradicionais não são como moradores urbanos, que compram tudo no mercado. Necessitam de plantações e animais de produção ou silvestres para alimentação, que não terão no local de assentamento, pois terão que iniciar do zero as lavouras, criações e plantações de fruteiras e especies de uso tradicional, sejam medicinais, sejam de uso religioso ou mistico, caso de muitas populações tradicionais e também indigenas.
Essas pessoas, ao enfrentarem todo tipo de dificuldade por ocasião dos deslocamentos, e sem vinculo nenhum com o novo local de morada, tendem a engrossar os cinturões de pobreza das grandes cidades, criando ainda mais caos urbano no pais.
Isso tudo sem levar em conta as tradicionais “falhas” nos EIA-RIMA, que esquecem as populações de indígenas e quilombolas, espécies ameaçadas e, às vezes, como foi um caso não tão recente (mais ou menos 2 anos) não vêem ecossistemas inteiros, pois no sul do país, uma barragem que não recordo o nome, alagou centenas de hectares de florestas de araucárias, citadas no eia-rima como áreas já alteradas. Ao ser descoberto o embuste, a justiça determinou que fosse permitido o fechamento da barragem, pois já havia sido aplicado muito din-din público na obra.
Isso tudo, leitores, sabendo que as usinas de Tucuruí e Curuá-Una suprem segundo dados disponíveis no site da Eletronorte, 99,00 % da energia do Estado do Pará, e que tais empreendimentos pouco ou nada trazem de retorno social, pois o IDH das populações na área do empreendimento não melhora de maneira significativa, e a energia gerada será toda dirigida a indústrias eletro- intensivas, com metalurgia e siderurgia, voltadas para exportação de bens primários, ficando o Estado como ônus das migrações e o prejuízo ambiental, que não é pouco, e recebendo quase nada em troca.
Vale a pena tal esforço pelo “progresso”? Essa será nossa única porta de entrada no rol dos países ditos ricos?
Devemos refletir sobre isso, e nos governantes que acreditam em tal profecia para que no futuro próximo não fiquemos somente com lagos e buracos, e nosso povo cada vez mais empobrecido.
Foto de Fernanda Cunha, cachoeira das Três Quedas.
domingo, 1 de março de 2009
Finalmente
Até que enfim verei um pilantra atrás das grades, de verdade, espero eu.
O safardana de nome Paulo Castelo Branco foi preso no Rio, onde curtia a ressaca do carnaval,de acordo com comentários, após jantar em companhia do pilantra que lhe dava respaldo e cargos, o prefeito sumido de Belém.
Espero que como já foi transitada em julgado, o sr. Gilmar Mendes não mande soltar o safado, e que cumpra a pena atrás das grades.
Curioso é que tal pilantra acusou os sevidores do IBAMA, a época do sua chefia, de serem metade corruptos e a outra de covardes, pois tinham medo de roubar. Pode-se ver a "valentia" do pilantra por aí.
O safardana de nome Paulo Castelo Branco foi preso no Rio, onde curtia a ressaca do carnaval,de acordo com comentários, após jantar em companhia do pilantra que lhe dava respaldo e cargos, o prefeito sumido de Belém.
Espero que como já foi transitada em julgado, o sr. Gilmar Mendes não mande soltar o safado, e que cumpra a pena atrás das grades.
Curioso é que tal pilantra acusou os sevidores do IBAMA, a época do sua chefia, de serem metade corruptos e a outra de covardes, pois tinham medo de roubar. Pode-se ver a "valentia" do pilantra por aí.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Trânsito
Tenho reparado que uma das dificuldades do trânsito de Belém é a falta de onda verde nos corredores de tráfego, como a Avenida Almirante Barroso.
Saindo de São Bráz, de carro, voce fica parado em todos os sinais esperando que abram, levando a perda de tempo, engarrafamentos e principalmente, aumento do consumo de combustível e da poluição causada pelos veículos.
Isso ocorre também na Pedro Miranda, João Paulo II e outras ruas e avenidas de Belém.
A CTBEL deve ser sócia de postos de combustível por aí, uma vez que a sincronização de sinais é uma medida fácil, barata e que já existia em vários desses corredores, tendo sido abandonada sem explicação alguma por parte da atual "administração" de trânsito de Belém.
O detalhe melhor é que ontem a SEMMA (meio ambienta municipal) fazia fiscalização para impedir que ônibus emitam poluição a mais do que devem, mas ninguém lá atentou para a falta de onda verde, que afirmo poluir mais que os ônibus, pois são vários carros, caminhões e ônibus tendo que parar e acelerar sem necessidade.
Saindo de São Bráz, de carro, voce fica parado em todos os sinais esperando que abram, levando a perda de tempo, engarrafamentos e principalmente, aumento do consumo de combustível e da poluição causada pelos veículos.
Isso ocorre também na Pedro Miranda, João Paulo II e outras ruas e avenidas de Belém.
A CTBEL deve ser sócia de postos de combustível por aí, uma vez que a sincronização de sinais é uma medida fácil, barata e que já existia em vários desses corredores, tendo sido abandonada sem explicação alguma por parte da atual "administração" de trânsito de Belém.
O detalhe melhor é que ontem a SEMMA (meio ambienta municipal) fazia fiscalização para impedir que ônibus emitam poluição a mais do que devem, mas ninguém lá atentou para a falta de onda verde, que afirmo poluir mais que os ônibus, pois são vários carros, caminhões e ônibus tendo que parar e acelerar sem necessidade.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Moral
Com a CPI da pedofilía da ALEPA, ficou mais claro ainda como funciona a cabeça dos pilantras travestidos de políticos que temos no Brasil, que são a grande maioria, com raras exceções.
Não importa o nível de corrupção, haja visto o que chegou ao conhecimento do público com a CPI, se não houver um forte clamor popular e cobrança da imprensa, nada acontece.
Isso deveria servir de lição aos que acham bonito o "rouba mas faz", pois o cara não rouba somente, mas como visto, estupra, mata, assalta a mão armada ou arma bandos para tal, como tem sido publicado. Tal bandalheira não livra partido algum, são todos iguais quando tem voto no meio, sejam de direita ou esquerda.
Quem rouba do povo, pois é o povo o roubado, não o Brasil, uma entidade abstrata, como acham os ignorantes e querem fazer crer os maus políticos, pode e faz de tudo, pois moral é só uma, não existe meio honesto e meio desonesto.
Ou se é ou não, nos dois casos.
Espero que os políticos pedófilos sirvam ao menos para alertar os eleitores sobre como seus votos podem fazer mau as pessoas, muitas vezes antes do que se imagina, matando crianças no PSM, somente para "derrotar" o Edmilson, ou servindo de escudo a pedófilos monstruosos e outros tipos de marginais, que não podem ser julgados a menos que queiram seus "pares", que nunca querem, haja visto o "corregedor" da Câmara, e para quem todo crime é "perseguição política".
Aliás, devemos como sociedade começar um movimento para acabar com a impunidade parlamentar, reduzindo-a somente aos crimes de opnião, e restritos aos discursos oficiais, só assim acaba com a sacanagem que temos visto passar nos jornais e em horário nobre, todos os dias.
Não importa o nível de corrupção, haja visto o que chegou ao conhecimento do público com a CPI, se não houver um forte clamor popular e cobrança da imprensa, nada acontece.
Isso deveria servir de lição aos que acham bonito o "rouba mas faz", pois o cara não rouba somente, mas como visto, estupra, mata, assalta a mão armada ou arma bandos para tal, como tem sido publicado. Tal bandalheira não livra partido algum, são todos iguais quando tem voto no meio, sejam de direita ou esquerda.
Quem rouba do povo, pois é o povo o roubado, não o Brasil, uma entidade abstrata, como acham os ignorantes e querem fazer crer os maus políticos, pode e faz de tudo, pois moral é só uma, não existe meio honesto e meio desonesto.
Ou se é ou não, nos dois casos.
Espero que os políticos pedófilos sirvam ao menos para alertar os eleitores sobre como seus votos podem fazer mau as pessoas, muitas vezes antes do que se imagina, matando crianças no PSM, somente para "derrotar" o Edmilson, ou servindo de escudo a pedófilos monstruosos e outros tipos de marginais, que não podem ser julgados a menos que queiram seus "pares", que nunca querem, haja visto o "corregedor" da Câmara, e para quem todo crime é "perseguição política".
Aliás, devemos como sociedade começar um movimento para acabar com a impunidade parlamentar, reduzindo-a somente aos crimes de opnião, e restritos aos discursos oficiais, só assim acaba com a sacanagem que temos visto passar nos jornais e em horário nobre, todos os dias.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Leããão
Na transmissão do empate Remo 2 x 2 paisandu, quem ganhou voz não foi somente a torcida do Leão, mas principalmente o Governo do Estado, que teve espaço para divulgar suas propagandas.
Parafraseando o Quinta emenda, os ramphastídeos devem estar mais preocupados um pouquinho agora, pois tem transmissão para todo o Estado da propaganda da governadora, com reflexos em 2010.
Parafraseando o Quinta emenda, os ramphastídeos devem estar mais preocupados um pouquinho agora, pois tem transmissão para todo o Estado da propaganda da governadora, com reflexos em 2010.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Dendrofobia
O falso prefeito de Belém se aproveita da ação do MP que manda abrir o trânsito na avenida 25 para mais um atentado a já mísera arborização de Belém.
Nossa cidade tem uma das menores coberturas vegetais entre as capitais, tirando o centro, com suas mangueiras, quase não existem árvores na cidade, aumentando ainda mais a temperatura que temos que aguentar nas tardes de verão.
Não contente com o desmate que fez na Duque, o incompetente agora quer transformar as áreas verdes da 25 em estacionamento.
Devemos recorrer ao MP para impedir mais este crime na ficha corrida deste falso prefeito.
Mas de quem já declarou que as sacolas plásticas dos supermercados são "ecologicas", pois servem para colocar lixo, só se pode esperar idiotices desta monta.
A proposito, veja aí o que é dendrofobia:
http://gl.wikipedia.org/wiki/Dendrofobia
Nossa cidade tem uma das menores coberturas vegetais entre as capitais, tirando o centro, com suas mangueiras, quase não existem árvores na cidade, aumentando ainda mais a temperatura que temos que aguentar nas tardes de verão.
Não contente com o desmate que fez na Duque, o incompetente agora quer transformar as áreas verdes da 25 em estacionamento.
Devemos recorrer ao MP para impedir mais este crime na ficha corrida deste falso prefeito.
Mas de quem já declarou que as sacolas plásticas dos supermercados são "ecologicas", pois servem para colocar lixo, só se pode esperar idiotices desta monta.
A proposito, veja aí o que é dendrofobia:
http://gl.wikipedia.org/wiki/Dendrofobia
sábado, 31 de janeiro de 2009
Novo terminal pesqueiro em Belém
No portal ORM de hoje, o Ministro da Pesca, Altemir Gregolin, anuncia a construção de um novo terminal pesqueiro para Belém, com investimentos de R$ 40 mi. Muito bem.
Acontece que em Belém existe um terminal pesqueiro, na ilha de Caratateua (Outeiro), construido em 2001 ou 2002, se não me engano, sob a responsabilidade do MOPEPA(movimento dos pescadores artesanais do Pará), acho eu. Vi o prédio construido, e as obras do porto, faltando só o maquinário ser instalado.
Cadê isso tudo ? sumiu também o prédio ? por que não é utilizado, já que investimentos nele já foram feitos ?
Além desse fato, a questão pesqueira deve ser olhada com muito cuidado, na quinta feira, a Marinha do Brasil em operação na frente de Mosqueiro vistoriou embarcações regionais de pesca, de dez que vi, cinco estavam na ilegalidade e tiveram o pescado apreendido, e na pesca Industrial, a captura de piramutaba nunca esteve tão em baixa, com empresas com salários atrasados e poucos barcos na água pescando, pois não está valendo a pena mesmo.
O ministério da pesca deveria lembrar que todo recurso natural é finito, pescado entre eles, que não basta o presidente Lula dizer que devemos pescar mais para exportar para que seja feita a sua vontade. Todas as espécies economicamente importantes estão atualmente ameaçados de extinçaõ comercial, necessitando urgentemente de moratória, como o Mero, ou outros cuidados, para evitar que acabem de vez.
Acontece que em Belém existe um terminal pesqueiro, na ilha de Caratateua (Outeiro), construido em 2001 ou 2002, se não me engano, sob a responsabilidade do MOPEPA(movimento dos pescadores artesanais do Pará), acho eu. Vi o prédio construido, e as obras do porto, faltando só o maquinário ser instalado.
Cadê isso tudo ? sumiu também o prédio ? por que não é utilizado, já que investimentos nele já foram feitos ?
Além desse fato, a questão pesqueira deve ser olhada com muito cuidado, na quinta feira, a Marinha do Brasil em operação na frente de Mosqueiro vistoriou embarcações regionais de pesca, de dez que vi, cinco estavam na ilegalidade e tiveram o pescado apreendido, e na pesca Industrial, a captura de piramutaba nunca esteve tão em baixa, com empresas com salários atrasados e poucos barcos na água pescando, pois não está valendo a pena mesmo.
O ministério da pesca deveria lembrar que todo recurso natural é finito, pescado entre eles, que não basta o presidente Lula dizer que devemos pescar mais para exportar para que seja feita a sua vontade. Todas as espécies economicamente importantes estão atualmente ameaçados de extinçaõ comercial, necessitando urgentemente de moratória, como o Mero, ou outros cuidados, para evitar que acabem de vez.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Somente pro FSM
A policial do Pará tomou duas medidas para combater a criminalidade durante o Fórum Social Mundial.
Bares fechados as 22:00 e proibiu festas de aparelhagem, com bebidas e apologia ao crime, isso nos seis bairros mais perigosos de Belém, como se houvesse algum seguro.
O problema é que a proibição só vale para a semana do Fórum.
Esta é a essencia da medida prá inglês ver, no caso, gringos em geral.
Bares fechados as 22:00 e proibiu festas de aparelhagem, com bebidas e apologia ao crime, isso nos seis bairros mais perigosos de Belém, como se houvesse algum seguro.
O problema é que a proibição só vale para a semana do Fórum.
Esta é a essencia da medida prá inglês ver, no caso, gringos em geral.
E eu pensei que a gente tava mal...
No Acre, os agentes penitenciários começam o ano com uma reivindicação sensacional!
Lutam pelo direito de dormir durante o plantão noturno.
Eu hein...
Lutam pelo direito de dormir durante o plantão noturno.
Eu hein...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Beleza
sábado, 18 de outubro de 2008
Pânico de autoridade
Sobre o mais longo caso de cárcere privado do País, que deixou aparentemente uma das reféns com morte cerebral, este é tão somente mais um dos casos de falta crônica de autoridade nesse País.
O coronel encarregado da operação admitiu que teve o perpetrador sob mira para o tiro de comprometimento, e não o autorizou. Deu no que deu.
Isso se deve a uma legislação que pune quem age, e não quem deixa de agir, que leva a este tipo de omissão e covardia institucional, que pune os contribuintes.
Em outros locais do mundo, tal tiro seria autorizado na hora, e aplaudido pela imprensa. se aqui acontecesse tal tiro, apesar de correto do ponto vista técnico, seriam dias de jornais, tvs e revistas julgando, da Luciana Gimenez fazendo roda-viva com a Simonni e a Hebe Camargo para discutir se a policia deveria ter atirado ou não, e da Ana Maria Braga entrevistando a familíla das moças, que diriam que o maluco era bonzinho, que não iria fazer nada com ninguém, e que a policia só sabe matar, com direito a decreto do Louro José sobre o caso, que seria lido nas frases da semana de VEJA.
Os políticos dariam declarações que "a policia precisa passar por reciclagem", e outras mais, seria anunciado um programa de investimento de "centos milhões" na capacitação de policiais e depois tudo seria esquecido, sem "centos mil" sequer aplicados.
cocmo nada disso ocorreu, agora vão dizer que a culpa foi do maluco, e foi, mas poderia ser evitado com a morte do agressor, e isso não vai ser dito por ninguém, pelo menos não em voz alta, pois aqui, no pais de "todos", isto não é coisa que se diga, muito menos que se faça, por mais lógico que seja.
Matar, aqui, só nos morros, ou matas, na calada da noite, sem justificativa ou direito para quem morre, no geral os famosos três "Ps".
Sem privilégios de direita ou esquerda, todos são covardes o suficiente para se esconder atrás da omissão, o as Eloás da vida continuam morrendo.
O coronel encarregado da operação admitiu que teve o perpetrador sob mira para o tiro de comprometimento, e não o autorizou. Deu no que deu.
Isso se deve a uma legislação que pune quem age, e não quem deixa de agir, que leva a este tipo de omissão e covardia institucional, que pune os contribuintes.
Em outros locais do mundo, tal tiro seria autorizado na hora, e aplaudido pela imprensa. se aqui acontecesse tal tiro, apesar de correto do ponto vista técnico, seriam dias de jornais, tvs e revistas julgando, da Luciana Gimenez fazendo roda-viva com a Simonni e a Hebe Camargo para discutir se a policia deveria ter atirado ou não, e da Ana Maria Braga entrevistando a familíla das moças, que diriam que o maluco era bonzinho, que não iria fazer nada com ninguém, e que a policia só sabe matar, com direito a decreto do Louro José sobre o caso, que seria lido nas frases da semana de VEJA.
Os políticos dariam declarações que "a policia precisa passar por reciclagem", e outras mais, seria anunciado um programa de investimento de "centos milhões" na capacitação de policiais e depois tudo seria esquecido, sem "centos mil" sequer aplicados.
cocmo nada disso ocorreu, agora vão dizer que a culpa foi do maluco, e foi, mas poderia ser evitado com a morte do agressor, e isso não vai ser dito por ninguém, pelo menos não em voz alta, pois aqui, no pais de "todos", isto não é coisa que se diga, muito menos que se faça, por mais lógico que seja.
Matar, aqui, só nos morros, ou matas, na calada da noite, sem justificativa ou direito para quem morre, no geral os famosos três "Ps".
Sem privilégios de direita ou esquerda, todos são covardes o suficiente para se esconder atrás da omissão, o as Eloás da vida continuam morrendo.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
O que esperavam ?
Segundo a Agencia Estado, o MST divulgou nota na qual afirma que a condenação de suas lideranças em Marabá, representa a criminalização dos movimentos sociais que lutam "contra as injustiças no campo e por um Brasil melhor".
Queriam o que, desobedecendo ordem judicial ?
As leis existem para todos, e não só para quem o MST quer.
Devemos todos nos esforçar para que os tempos do "aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei" tenham fim, quanto antes melhor.
Para todos, até para o MST, desde que tenham vontade de respeita-las.
Queriam o que, desobedecendo ordem judicial ?
As leis existem para todos, e não só para quem o MST quer.
Devemos todos nos esforçar para que os tempos do "aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei" tenham fim, quanto antes melhor.
Para todos, até para o MST, desde que tenham vontade de respeita-las.
Punição, enfim.
"23.07.2008
O candidato à prefeitura de Americana (SP), Omar Najar, teve o pedido de habeas corpus arquivado pelo ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi condenado por crime ambiental depois de ter suprimido vegetação em área de preservação permanente sem autorização. Não adiantou reclamar. Sua candidatura já está impugnada."
Do site "O eco"
Até que enfim um dos muitos políticos com crimes ambientais nas costas levou o que merece, apesar de ser pouco.
Mas já é um começo.
Al Capone, todos sabem, só foi preso por sonegar impostos. Pode estar aí uma saída para nos livramos destes tipos.
O candidato à prefeitura de Americana (SP), Omar Najar, teve o pedido de habeas corpus arquivado pelo ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi condenado por crime ambiental depois de ter suprimido vegetação em área de preservação permanente sem autorização. Não adiantou reclamar. Sua candidatura já está impugnada."
Do site "O eco"
Até que enfim um dos muitos políticos com crimes ambientais nas costas levou o que merece, apesar de ser pouco.
Mas já é um começo.
Al Capone, todos sabem, só foi preso por sonegar impostos. Pode estar aí uma saída para nos livramos destes tipos.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Posição política não isenta criminosos
Em mais um atentado ao Estado de direito, o MST, ou um dos "movimentos" que se abrigam sob este manto, na noite de domingo cercaram uma delegacia de policia, em Parauapebas, para libertar um de seus líderes presos desde o mês passado, felizmente sem sucesso, graças a repressão da Policia Militar.
O uso da palavra repressão, graças a ditadura militar que assolou o País entre os anos 60 e 80, virou ofensa, e o uso do poder de policia virou motivo de vergonha para as autoridades deste País, levando ao caos que vemos todos os dias, seja na segurança ou na saúde, e até no fato de que os pilantras que se dizem políticos não vão para a cadeia aqui, façam o que fizerem.
E ainda tem gente, que sem conhecer as pessoas ou seus passados, se acham no direito de chamar de facista quem acha que o MST devem ser proscrito, por esta e muitas outras que tem aprontado.
O uso da palavra repressão, graças a ditadura militar que assolou o País entre os anos 60 e 80, virou ofensa, e o uso do poder de policia virou motivo de vergonha para as autoridades deste País, levando ao caos que vemos todos os dias, seja na segurança ou na saúde, e até no fato de que os pilantras que se dizem políticos não vão para a cadeia aqui, façam o que fizerem.
E ainda tem gente, que sem conhecer as pessoas ou seus passados, se acham no direito de chamar de facista quem acha que o MST devem ser proscrito, por esta e muitas outras que tem aprontado.
domingo, 29 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Viajou
A criança do post "Doente não viaja na TAM", graças em boa parte ao empenho da Atendente Rebeca, da TAM, viajou e foi operada, reagindo muito bem a operação, devendo sair hoje da UTI.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
perdi mais uma
Por 4 votos a 3, o TSE decidiu que quem que responde a processos na justiça pode ser candidato a cargo eletivo, somente quem já teve processo transitado em julgado terá a candidatura negada.
Mais um golpe em quem tenta melhorar esta País. Já imaginaram de quantos safardanas nos livrariamos só com essa medida ?
Jáder, Duciomar, Priante, Pepeca, e uma grande, e hoje, muito alegre confraria, espocando espumantes pelos quatro cantos do Brasil com a decisão.
Mais um golpe em quem tenta melhorar esta País. Já imaginaram de quantos safardanas nos livrariamos só com essa medida ?
Jáder, Duciomar, Priante, Pepeca, e uma grande, e hoje, muito alegre confraria, espocando espumantes pelos quatro cantos do Brasil com a decisão.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Cara de pau
O liberal, na edição de hoje, 09 de junho de 2008, vem falando em "truculência e prejuízos em Altamira", causados pela Operação Arco de fogo, do IBAMA, Força Nacional e da PF.
O chororô, vindo de quem vem, não causa espanto, somente a repulsa de quem trabalha na legalidade e é agredido pelo jornal, conhecido por ter fraudado o IVC, pois o mesmo quer por no mesmo saco os bandidos(pois assim é conhecido quem infringe a LEI) e os cidadãos que trabalham e pagam impostos em dia, como eu e quase todo mundo.
Reclamar que estão sendo perdidos empregos e é perseguido quem trabalha é fácil, sob este argumento vamos libertar o Beira-mar, e registrar com carteira os "aviões", "fogueteiros" e outros mais da "fauna acompanhante" do tráfico de drogas, pois afinal eles também "trabalham e geram renda".
Se alguém exerce uma atividade sem o devido licenciamento, está infringindo a lei, e deve pagar. A culpa é do órgão licenciador ? Ótimo, a cobrança aos políticos não deve se restringir ao momento em que a "seiva foi derramada", parafraseando o Ministro "frase de efeito" Minc. Cabe pressão política sobre os gestores para que o órgão ambiental faça sua parte, mas agir na ilegalidade não pode, em hipótese alguma. Como último recurso, existe a Justiça. mas não pode nem deve o Estado, em qualquer esfera, permitir a ilegalidade, sob pena de todos os brasileiros pagarem, e muito caro, por isso.
Além disso, deixar o servidor público de cumprir com suas obrigações, ou seja, a PF de prender e o IBAMA de multar quem está ilegal, é PREVARICAÇÂO, crime, portanto, e são constantemente denunciados os órgãos públicos que não cumprem com suas funções, em especial pela imprensa.
Em Matogrosso, vi esta mesma "manifestação social" contra a Arco de fogo, que não deu em nada, pois segundo um dono de lanchonete, "os caras fazem cagada e eu que tenho que fechar a loja?" niguém é mais criança para acreditar em "perseguição" da PF e do IBAMA. Duvido muito que de em alguma coisa em Altamira também. Tais manifestações são urdidas e promovidas por lideranças viciadas, empresariais e políticas, que imputam aos outros suas falhas. Onde estava o Senador Flexa Ribeiro, quando seu partido mandou por 12 anos no Pará, e ele não cobrou aparelhamento o capacitação para a antiga SECTAM, hoje SEMA, dando no que deu agora, que o Governo tem que correr atrás de tudo e todos ?
Então, o que quer o jornal que fraudou o IVC, e seus mandantes, que prevariquem os servidores, que a Lei deixe de ser cumprida ? e se esta Lei fosse a de imprensa, o que diriam então ?
Mais engraçado é que na principal coluna do jornal, o R70, a chamada é para frase do Ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) "A lei não é hipócrita, é necessária", em resposta ao presidente Lula, que considerou hipocrisia a lei eleitoral que restringe repasses de recursos federais para obras novas nos três meses que antecedem a escolha dos prefeitos.
Realmente a Lei não é hipócrita, mas alguns jornais o são.
O chororô, vindo de quem vem, não causa espanto, somente a repulsa de quem trabalha na legalidade e é agredido pelo jornal, conhecido por ter fraudado o IVC, pois o mesmo quer por no mesmo saco os bandidos(pois assim é conhecido quem infringe a LEI) e os cidadãos que trabalham e pagam impostos em dia, como eu e quase todo mundo.
Reclamar que estão sendo perdidos empregos e é perseguido quem trabalha é fácil, sob este argumento vamos libertar o Beira-mar, e registrar com carteira os "aviões", "fogueteiros" e outros mais da "fauna acompanhante" do tráfico de drogas, pois afinal eles também "trabalham e geram renda".
Se alguém exerce uma atividade sem o devido licenciamento, está infringindo a lei, e deve pagar. A culpa é do órgão licenciador ? Ótimo, a cobrança aos políticos não deve se restringir ao momento em que a "seiva foi derramada", parafraseando o Ministro "frase de efeito" Minc. Cabe pressão política sobre os gestores para que o órgão ambiental faça sua parte, mas agir na ilegalidade não pode, em hipótese alguma. Como último recurso, existe a Justiça. mas não pode nem deve o Estado, em qualquer esfera, permitir a ilegalidade, sob pena de todos os brasileiros pagarem, e muito caro, por isso.
Além disso, deixar o servidor público de cumprir com suas obrigações, ou seja, a PF de prender e o IBAMA de multar quem está ilegal, é PREVARICAÇÂO, crime, portanto, e são constantemente denunciados os órgãos públicos que não cumprem com suas funções, em especial pela imprensa.
Em Matogrosso, vi esta mesma "manifestação social" contra a Arco de fogo, que não deu em nada, pois segundo um dono de lanchonete, "os caras fazem cagada e eu que tenho que fechar a loja?" niguém é mais criança para acreditar em "perseguição" da PF e do IBAMA. Duvido muito que de em alguma coisa em Altamira também. Tais manifestações são urdidas e promovidas por lideranças viciadas, empresariais e políticas, que imputam aos outros suas falhas. Onde estava o Senador Flexa Ribeiro, quando seu partido mandou por 12 anos no Pará, e ele não cobrou aparelhamento o capacitação para a antiga SECTAM, hoje SEMA, dando no que deu agora, que o Governo tem que correr atrás de tudo e todos ?
Então, o que quer o jornal que fraudou o IVC, e seus mandantes, que prevariquem os servidores, que a Lei deixe de ser cumprida ? e se esta Lei fosse a de imprensa, o que diriam então ?
Mais engraçado é que na principal coluna do jornal, o R70, a chamada é para frase do Ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) "A lei não é hipócrita, é necessária", em resposta ao presidente Lula, que considerou hipocrisia a lei eleitoral que restringe repasses de recursos federais para obras novas nos três meses que antecedem a escolha dos prefeitos.
Realmente a Lei não é hipócrita, mas alguns jornais o são.
sábado, 7 de junho de 2008
Doente não pode viajar na TAM
A passageira Carliane Oliveira e sua filha de 6 meses, Catarina, portadora de cardiopatia grave, mas com chances melhores de tratamento em São Paulo, estão passando por verdadeiro calvário para poderem embarcar no vôo JJ 3719, previsto para quarta-feira próxima.
Primeiro, a empresa, após descobrir a cardiopatia da menor, alegou que seria necessária a reserva de um balão de oxigenio. Logo depois, a "reserva" foi substituida pelo aluguel do mesmo, pelo valor aproximado de R$ 600,00.
Carliane é secretária de um escritório de advocacia em Belém, e a passagem foi tirada nas milhas de uma das sócias. Mesmo assim, concordou em pagar o valor que a empresa pediu.
Ao ser comunicada que o valor seria pago, a empresa alegou que seria necessário, então, que fosse feita a compra de nova passagem, para o balão, que para a TAM agora também é passageiro.
Não contente, o call center da empresa entrou em contato com a passageira, informando que a passagem seria cancelada, pois milhagem não pode ser utilizada para transporte de pessoas doentes.
A empresa quer, no fim, não levar a filha doente de Carliane, condenando assim a criança ao destino que teria se tivesse nascido 150 anos atrás, quando não existia avião.
Primeiro, a empresa, após descobrir a cardiopatia da menor, alegou que seria necessária a reserva de um balão de oxigenio. Logo depois, a "reserva" foi substituida pelo aluguel do mesmo, pelo valor aproximado de R$ 600,00.
Carliane é secretária de um escritório de advocacia em Belém, e a passagem foi tirada nas milhas de uma das sócias. Mesmo assim, concordou em pagar o valor que a empresa pediu.
Ao ser comunicada que o valor seria pago, a empresa alegou que seria necessário, então, que fosse feita a compra de nova passagem, para o balão, que para a TAM agora também é passageiro.
Não contente, o call center da empresa entrou em contato com a passageira, informando que a passagem seria cancelada, pois milhagem não pode ser utilizada para transporte de pessoas doentes.
A empresa quer, no fim, não levar a filha doente de Carliane, condenando assim a criança ao destino que teria se tivesse nascido 150 anos atrás, quando não existia avião.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Mais uma
A hidroelétrica de Estreito, na divisa do Maranhão com Tocantins, foi embargada pelo MP da União dos dois Estados e o MPE do Maranhão.
O motivo ? Licenciamento ambiental com falhas, mais uma vez.
Os dois MP's entraram com ação contra falhas no EIA-RIMA em junho de 2005, e a obra se arrasta desde 2001, tendo sido suspensa agora a licença prévia.
Nesse passo, de embargo em embargo, o ambiente está a salvo das novas fontes de energia no Brasil, falta muita competência aos empreendedores e ao setor energético estatal, parecem todos imersos em promessas da mãe do PAC sobre facilitação de licenciamento, esquecendo o MP.
O motivo ? Licenciamento ambiental com falhas, mais uma vez.
Os dois MP's entraram com ação contra falhas no EIA-RIMA em junho de 2005, e a obra se arrasta desde 2001, tendo sido suspensa agora a licença prévia.
Nesse passo, de embargo em embargo, o ambiente está a salvo das novas fontes de energia no Brasil, falta muita competência aos empreendedores e ao setor energético estatal, parecem todos imersos em promessas da mãe do PAC sobre facilitação de licenciamento, esquecendo o MP.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Graande Deputado
De Evandro Éboli:
A cumplicidade entre parlamentares e entidades sindicais parece não ter limite no Congresso Nacional. Para tentar barrar a aprovação de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê o confisco de terras pertencentes a desmatadores na Amazônia, o deputado Gerson Peres (PP-PA) apresentou um voto em separado que é cópia literal de um parecer técnico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA): com carimbo e tudo da entidade sindical.
O parlamentar reuniu-se com dirigentes da confederação e entregou ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) um parecer contrário a uma proposta de emenda à Constituição do deputado Mendes Thame (PSDB-SP), que prevê a expropriação de terras na Amazônia de fazendeiros que não cumprirem a lei preservando 80% de suas áreas. Leia mais em O Globo
Grande parlamentar, o Deputado Gersón Peres, da bancada da motosserra, e além disso nem tem competência para fazer um simples ctrl C, ctrl V, apresentando um papel da CNA como seu.
E uma peça dessas ainda é disputado por Governos do Estado a dezenas de anos.
A cumplicidade entre parlamentares e entidades sindicais parece não ter limite no Congresso Nacional. Para tentar barrar a aprovação de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê o confisco de terras pertencentes a desmatadores na Amazônia, o deputado Gerson Peres (PP-PA) apresentou um voto em separado que é cópia literal de um parecer técnico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA): com carimbo e tudo da entidade sindical.
O parlamentar reuniu-se com dirigentes da confederação e entregou ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) um parecer contrário a uma proposta de emenda à Constituição do deputado Mendes Thame (PSDB-SP), que prevê a expropriação de terras na Amazônia de fazendeiros que não cumprirem a lei preservando 80% de suas áreas. Leia mais em O Globo
Grande parlamentar, o Deputado Gersón Peres, da bancada da motosserra, e além disso nem tem competência para fazer um simples ctrl C, ctrl V, apresentando um papel da CNA como seu.
E uma peça dessas ainda é disputado por Governos do Estado a dezenas de anos.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Sobre o desmatamento
A divulgação dos dados do avanço do desmatamento na Amazônia no mês de abril, com o Estado do Matogrosso na cabeça-de-ponte, e o Pará na rabeira, não é motivo de alegria por aqui, pois 89% da área do Pará estava sob nuvens, e não pôde ser avaliada.
Acho que pelas noticias que chegam, o panorama não é dos melhores. Aqui, também pode-se esperar recorde no avanço da motosserra.
Mas acredito que a tal operação boi pirata (nada a ver com os da Cerpa), tem potencial, juntamente com a apreensão de grãos em áreas embargadas de surtir efeito no médio prazo, pois se finalmente forem concretizadas as apreensões, haverá punição para quem desrespeita o embargo, tornando o crime ambiental sem compensações para o infrator, que hoje não paga a multa, perdida em infindáveis recursos administrativos e judiciais, enquanto o marginal ganha dinheiro na área embargada.
Acho que pelas noticias que chegam, o panorama não é dos melhores. Aqui, também pode-se esperar recorde no avanço da motosserra.
Mas acredito que a tal operação boi pirata (nada a ver com os da Cerpa), tem potencial, juntamente com a apreensão de grãos em áreas embargadas de surtir efeito no médio prazo, pois se finalmente forem concretizadas as apreensões, haverá punição para quem desrespeita o embargo, tornando o crime ambiental sem compensações para o infrator, que hoje não paga a multa, perdida em infindáveis recursos administrativos e judiciais, enquanto o marginal ganha dinheiro na área embargada.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Bem feito
Antes de mais nada, quero deixar claro que sou botafoguense.
Mas que foi merecida a condução forçada e a multa imposta ao jogador André Luis, zagueiro do Botafogo, foi.
Ficou claro que o mesmo desrespeitou a torcida, fazendo gestos obscenos, como mostrado nas tv's, e que reagiu a PM de Pernambuco, assim como os outros jogadores e o Presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas.
para começo de conversa, policia deve ser obedecida por todos, torcida, jogadores e dirigentes, o papo furado do Presidente do Bota, que jogador não é para ser conduzido, por não ser marginal, é pura canalhice. Policia é para cidadão, todos, sem diferenças de profissão, fez besteira, deve ser punido.
Aliás, a policia deveria ter prendido mais gente nesse caso, onde já se viu, uma pessoa detida pela policia, e os amigos vão e "tiram" o cara da custódia, isso é coisa de quadrilha, como CV e outras, que libertam presos.
Estão de parabéns a Policia e a Justiça de Pernambuco, e a "aspira" que deu voz de prisão ao moleque que fez "cotoco" pro estádio inteiro, precisamos de mais gente assim, com vontade de fazer valer a Lei.
Mas que foi merecida a condução forçada e a multa imposta ao jogador André Luis, zagueiro do Botafogo, foi.
Ficou claro que o mesmo desrespeitou a torcida, fazendo gestos obscenos, como mostrado nas tv's, e que reagiu a PM de Pernambuco, assim como os outros jogadores e o Presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas.
para começo de conversa, policia deve ser obedecida por todos, torcida, jogadores e dirigentes, o papo furado do Presidente do Bota, que jogador não é para ser conduzido, por não ser marginal, é pura canalhice. Policia é para cidadão, todos, sem diferenças de profissão, fez besteira, deve ser punido.
Aliás, a policia deveria ter prendido mais gente nesse caso, onde já se viu, uma pessoa detida pela policia, e os amigos vão e "tiram" o cara da custódia, isso é coisa de quadrilha, como CV e outras, que libertam presos.
Estão de parabéns a Policia e a Justiça de Pernambuco, e a "aspira" que deu voz de prisão ao moleque que fez "cotoco" pro estádio inteiro, precisamos de mais gente assim, com vontade de fazer valer a Lei.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Memória curta.
Não só o dito "povo" tem memória curta no Brasil, as "zelites" também.
O Senhor Roger Agnelli, Capo da Vale, recebeu ontem comenda e rapapés do setor empresarial do Estado. Na fila do beija-mão, o Sen. Suplente Flecha Ribeiro, ex-preso, o prefeito problema, ex-médico, e vários deputados.
Ninguém lembra que a Vale levou a Usina de pelotização de ferro para o Maranhão, a cinco anos atrás, segundo a "Veja" com o conhecimento prévio do então Governador Almir Gabriel e do então secretário extraordinário Simão Jatene, e que iria construir "mirentas" casas como compensação, entre outras coisas ? Cadê As casas, por falar nisso ?
De demonizada pelo governo, povo e por "O Liberal", a Vale e seu Capo viraram herois.
Eu, hein. Demorou menos do eu pensei.
O Senhor Roger Agnelli, Capo da Vale, recebeu ontem comenda e rapapés do setor empresarial do Estado. Na fila do beija-mão, o Sen. Suplente Flecha Ribeiro, ex-preso, o prefeito problema, ex-médico, e vários deputados.
Ninguém lembra que a Vale levou a Usina de pelotização de ferro para o Maranhão, a cinco anos atrás, segundo a "Veja" com o conhecimento prévio do então Governador Almir Gabriel e do então secretário extraordinário Simão Jatene, e que iria construir "mirentas" casas como compensação, entre outras coisas ? Cadê As casas, por falar nisso ?
De demonizada pelo governo, povo e por "O Liberal", a Vale e seu Capo viraram herois.
Eu, hein. Demorou menos do eu pensei.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Enfim, a verdade.
O Governador Blairo Maggi, em entrevista a UOL, afirmou "...(o Estado) não pode deixar de fazer a atividade econômica porque tem irregularidades ambientais".
Acho que o Governador apresenta um grande progresso na sua visão do mundo a partir do MT. Até poucos dias atrás, ele acreditava que não existisse desmatamento no Estado do Matogrosso, apesar do INPE, IBAMA e quem mais quiser olhar uma imagem de satélite ver de cara os buracos do "desenvolvimento" do Estado.
Outra informação preciosa extraida da entrevista, é que só 8% do território é utilizado para produção de alimentos.
O resto, foi derrubado para que ?
Por que entre fevereiro e março, andei por uma parte do que os matogrossenses chamam de "nortão", no bioma amazônico, e sinceramente não vi floresta sem estar muito degradada, inclusive áreas de plano de manejo florestal, onde não tinha floresta, só graveto.
Mesmo assim, fico muito feliz com o embrião de (in)consciência ecológica do Governador. Já é um começo.
Acho que o Governador apresenta um grande progresso na sua visão do mundo a partir do MT. Até poucos dias atrás, ele acreditava que não existisse desmatamento no Estado do Matogrosso, apesar do INPE, IBAMA e quem mais quiser olhar uma imagem de satélite ver de cara os buracos do "desenvolvimento" do Estado.
Outra informação preciosa extraida da entrevista, é que só 8% do território é utilizado para produção de alimentos.
O resto, foi derrubado para que ?
Por que entre fevereiro e março, andei por uma parte do que os matogrossenses chamam de "nortão", no bioma amazônico, e sinceramente não vi floresta sem estar muito degradada, inclusive áreas de plano de manejo florestal, onde não tinha floresta, só graveto.
Mesmo assim, fico muito feliz com o embrião de (in)consciência ecológica do Governador. Já é um começo.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Mais problemas a vista.
O licenciamento ambiental de empreendimentos para geração de energia no Brasil deve ser encarado com mais profissionalismo e competência por parte dos empreendedores, já explico por que:
1- A usina de Jirau, no Rio Madeira, teve seu local de instalação licenciado alterado em 9,2 km. pela empresa ganhadora do leilão, o Consórcio Energia Sustentável do Brasil S.A. Acredito que isso levará a novo EIA-RIMA, indispensável para o novo licenciamento, pois agora, mantida a decesão da empresa, será outra obra;
2- Uma usina termoelétrica, do empresário Eike Batista, teve o licenciamento suspenso pela justiça no Maranhão, pois o mesmo fora aprovado pela OEMA (Organização Estadual de Meio Ambiente)e não elo IBAMA, como determina a legislação, já que a usina funcionaria a margem do mar, e os impactos poderiam ir além das fronteiras do Estado;
3- Belo monte deve enfrentar novos problemas, pois novamente o estudo de viabilidade econômica, social e ambiental será feito pelos possiveis empreendedores, o consórcio Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht e Camargo Correa, o que é considerado pelo MP ilegal e imoral, pois a falta de licitação, de experiencia dos empreendedores neste campo e a quebra da claúsula de sigilo entre os concorrentes ao leilão são impedimentos para a lisura do projeto, além de diminuir a concorrencia, afetando os preços a serem alcançados.
Desta maneira, sem respeito a legislação, ao interesse público e ao ambiente, como esperar que saiam do papel os projetos (supostamente) necessários ao desenvolvimento do País?
Digo supostamente por que segundo noticias divulgadas recentemente dão conta que a simples mudança de turbinas em usinas já em uso por outras mais modernas produziria o mesmo efeito que a construção das novas em projeto.
Mas reforma não dá IBOPE, nem recursos para campanha.
1- A usina de Jirau, no Rio Madeira, teve seu local de instalação licenciado alterado em 9,2 km. pela empresa ganhadora do leilão, o Consórcio Energia Sustentável do Brasil S.A. Acredito que isso levará a novo EIA-RIMA, indispensável para o novo licenciamento, pois agora, mantida a decesão da empresa, será outra obra;
2- Uma usina termoelétrica, do empresário Eike Batista, teve o licenciamento suspenso pela justiça no Maranhão, pois o mesmo fora aprovado pela OEMA (Organização Estadual de Meio Ambiente)e não elo IBAMA, como determina a legislação, já que a usina funcionaria a margem do mar, e os impactos poderiam ir além das fronteiras do Estado;
3- Belo monte deve enfrentar novos problemas, pois novamente o estudo de viabilidade econômica, social e ambiental será feito pelos possiveis empreendedores, o consórcio Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht e Camargo Correa, o que é considerado pelo MP ilegal e imoral, pois a falta de licitação, de experiencia dos empreendedores neste campo e a quebra da claúsula de sigilo entre os concorrentes ao leilão são impedimentos para a lisura do projeto, além de diminuir a concorrencia, afetando os preços a serem alcançados.
Desta maneira, sem respeito a legislação, ao interesse público e ao ambiente, como esperar que saiam do papel os projetos (supostamente) necessários ao desenvolvimento do País?
Digo supostamente por que segundo noticias divulgadas recentemente dão conta que a simples mudança de turbinas em usinas já em uso por outras mais modernas produziria o mesmo efeito que a construção das novas em projeto.
Mas reforma não dá IBOPE, nem recursos para campanha.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
A canalha reage...
Izabelle Torres
Correio Braziliense
Grupo de deputados federais inicia campanha para acabar com o caráter vitalício dos cargos de ministros dos tribunais superiores. Ato seria uma resposta a processos e decisões de magistrados
Em tempos em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ensaia discutir a possibilidade de rejeitar candidaturas de políticos processados e a Procuradoria-Geral da República lota os gabinetes dos ministros do Supremo Tribunal Federal com denúncias contra detentores de foro privilegiado, um grupo de deputados federais ensaia uma reação e estuda formas de acabar com o caráter vitalício dos cargos de ministros dos tribunais e discute os termos de uma proposta de emenda constitucional (PEC) visando submeter os integrantes de órgãos fiscalizadores — cuja indicação e permanência não dependem do aval de políticos — ao crivo dos legisladores.
A idéia tem ganhado força entre os deputados. Em conversas informais, os parlamentares concordam que é preciso impor limites à permanência no cargo dos ministros dos Tribunais de Contas, do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Concordam também que a indicação do procurador-geral da República deveria contar com a participação mais efetiva do Congresso Nacional. “Do jeito que está, não temos poder de barganha. Não influenciamos nada e os ministros não consideram os apelos da sociedade na hora de decidir”, comenta um deputado da base do governo que, pelo menos por enquanto, prefere não defender o tema abertamente porque tem processos contra ele tramitando no STF.
A tese já havia sido sugerida anos atrás pelo deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) em conversas informais, mas não teve força para emplacar. Pelo menos até agora. O cenário pode mudar com o empenho do deputado Márcio França (PSB-SP), que já iniciou a campanha em defesa de uma nova legislação sobre a vitaliciedade dos cargos e o processo de escolha dos novos ministros. O deputado é réu em dois inquéritos que tramitam no STF. “Antes de apresentar a proposta estou conversado com os deputados. Com o tempo a gente aprende que depois que há consenso em torno da idéia, o texto do projeto é o que menos importa. Tenho conseguido apoio e quando avaliar que o momento é favorável, elaboro rapidamente a proposta e ela começa a tramitar”, conta França.
Monólogo
A campanha do parlamentar ficou clara durante o vôo 3709 do ultimo dia 15, que partiu de Brasília com destino a São Paulo. Ao encontrar o colega Bruno Araújo (PSDB-PE), França sequer esperou o avião decolar e iniciou uma espécie de monólogo dedicando exatos 38 minutos a criticar o desempenho do Ministério Público, dos Tribunais de Contas e até a independência dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Depois das análises, a conclusão: “É preciso pensar em leis que tornem os órgãos fiscalizadores mais dependentes dos parlamentares”. Para justificar a idéia, Márcio França afirmou que a “rebeldia” dos órgãos se deve ao caráter vitalício dos cargos. Isso, segundo ele, possibilita que haja um distanciamento grande entre o parlamento e algumas instituições. “Se eles tivessem de ter o nome analisado pela Câmara Federal, pelas assembléias ou até pela sociedade, a coisa seria diferente. Acho que o discurso e as atitudes seriam mais pensadas”, avaliou, durante a conversa presenciada pelo Correio.
Simpático às teorias do veterano Márcio França, o deputado Bruno Araújo, que está em seu primeiro mandato, ressalvou apenas que no Tribunal Superior Eleitoral os ministros não são vitalícios e cumprem mandatos de dois anos. O que, segundo ele, é um fato positivo, mas não o ideal. O raciocínio do pernambucano é interrompido pelo o idealizador da idéia: “Eles mudam, mas não é por nós. Não temos relação com esse processo e isso é ruim. Tem de pensar numa lei, em alguma coisa para mudar isso”, disse França.
Novo processo
Alguns dos termos da nova lei já foram escolhidos por França, que é advogado. Para ele, o ideal seria fazer com que, a cada seis anos, o Congresso tivesse de ratificar os nomes dos integrantes do Tribunal de Contas da União e as assembléias dos componentes dos tribunais estaduais. Já os ministros dos tribunais superiores permaneceriam nos cargos por cerca de oito anos e teriam de submeter-se a um novo processo “eleitoral”, seja pelo parlamento ou pelo voto popular.
“Eles poderiam até ficar vitalícios, mas teriam de ter o aval do voto de tempos em tempos. Acho que se isso acontece, alguns dos ministros pensariam mais na sociedade na hora de votar temas polêmicos como, por exemplo, a liberação das pesquisas com células-tronco”, explicou França ao Correio, referindo-se ao ministro do STF, Menezes Direito, que deve votar contra a liberação das pesquisas apesar dos apelos e das campanhas sociais.
PROPOSTA
Fim da vitaliciedade de todos os cargos. Os ministros passam a exercer mandatos e terão de se submeter a novo processo de seleção a cada oito anos
Parte das indicações deve ser prerrogativa do Congresso Nacional e das Assembléias Legislativas
Servidores dos órgãos e demais brasileiros também devem participar da escolha dos nomes dos novos ministros
O presidente da República deixa de dar a palavra final na indicação dos ministros do STF, STJ e do Ministério Público
O novo processo de eleição passa a valer para os novos indicados. Os atuais ministros, portanto, preservam o caráter vitalício das suas funções.
Para saber mais
Nas mãos do presidente
Atualmente é o presidente da República quem decide as indicações da maior parte dos detentores de cargos vitalícios. Na nomeação para o Supremo, são escolhidos cidadãos com mais de 35 e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada. O ministro é indicado pelo presidente, mas só é nomeado depois de uma superficial sabatina no Senado.
Já no STJ, a indicação dos 33 ministros também é definida pelo presidente da República, mas a escolha é realizada mediante análise de uma lista tríplice enviada pelas categorias de advogados, juízes dos Tribunais Regionais Federais, desembargadores dos Tribunais de Justiça e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e Territórios, visto que as vagas são divididas por categorias de profissionais da área jurídica.
No TCU, a indicação dos ministros é feita pelo presidente da República (um terço da composição do pleno) e pelo Congresso Nacional (dois terços).
Já os membros do Ministério Público Federal iniciam a carreira no cargo de procurador da República, após participarem de concurso público específico. Quando promovidos, passam para o cargo de procurador-regional e, por último, de subprocurador-geral da República. Depois de dois anos de exercício, só podem perder o cargo por sentença judicial transitada em julgado, pois adquirem a vitaliciedade. O procurador-geral é escolhido pelo presidente da República dentre os subprocuradores para mandato de dois anos. Em todos os casos, os ministros e procuradores permanecem nos cargos até a aposentadoria.
Os caras-de-pau agora querem mesmo é correr solto na buraqueira.
Compromisso com o povo, que é bom, nem em sonhos.
Verdadeiros marginais, de deixar Al Capone no chinelo, este sindicato do crime que se denomina congresso nacional.
Correio Braziliense
Grupo de deputados federais inicia campanha para acabar com o caráter vitalício dos cargos de ministros dos tribunais superiores. Ato seria uma resposta a processos e decisões de magistrados
Em tempos em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ensaia discutir a possibilidade de rejeitar candidaturas de políticos processados e a Procuradoria-Geral da República lota os gabinetes dos ministros do Supremo Tribunal Federal com denúncias contra detentores de foro privilegiado, um grupo de deputados federais ensaia uma reação e estuda formas de acabar com o caráter vitalício dos cargos de ministros dos tribunais e discute os termos de uma proposta de emenda constitucional (PEC) visando submeter os integrantes de órgãos fiscalizadores — cuja indicação e permanência não dependem do aval de políticos — ao crivo dos legisladores.
A idéia tem ganhado força entre os deputados. Em conversas informais, os parlamentares concordam que é preciso impor limites à permanência no cargo dos ministros dos Tribunais de Contas, do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Concordam também que a indicação do procurador-geral da República deveria contar com a participação mais efetiva do Congresso Nacional. “Do jeito que está, não temos poder de barganha. Não influenciamos nada e os ministros não consideram os apelos da sociedade na hora de decidir”, comenta um deputado da base do governo que, pelo menos por enquanto, prefere não defender o tema abertamente porque tem processos contra ele tramitando no STF.
A tese já havia sido sugerida anos atrás pelo deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) em conversas informais, mas não teve força para emplacar. Pelo menos até agora. O cenário pode mudar com o empenho do deputado Márcio França (PSB-SP), que já iniciou a campanha em defesa de uma nova legislação sobre a vitaliciedade dos cargos e o processo de escolha dos novos ministros. O deputado é réu em dois inquéritos que tramitam no STF. “Antes de apresentar a proposta estou conversado com os deputados. Com o tempo a gente aprende que depois que há consenso em torno da idéia, o texto do projeto é o que menos importa. Tenho conseguido apoio e quando avaliar que o momento é favorável, elaboro rapidamente a proposta e ela começa a tramitar”, conta França.
Monólogo
A campanha do parlamentar ficou clara durante o vôo 3709 do ultimo dia 15, que partiu de Brasília com destino a São Paulo. Ao encontrar o colega Bruno Araújo (PSDB-PE), França sequer esperou o avião decolar e iniciou uma espécie de monólogo dedicando exatos 38 minutos a criticar o desempenho do Ministério Público, dos Tribunais de Contas e até a independência dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Depois das análises, a conclusão: “É preciso pensar em leis que tornem os órgãos fiscalizadores mais dependentes dos parlamentares”. Para justificar a idéia, Márcio França afirmou que a “rebeldia” dos órgãos se deve ao caráter vitalício dos cargos. Isso, segundo ele, possibilita que haja um distanciamento grande entre o parlamento e algumas instituições. “Se eles tivessem de ter o nome analisado pela Câmara Federal, pelas assembléias ou até pela sociedade, a coisa seria diferente. Acho que o discurso e as atitudes seriam mais pensadas”, avaliou, durante a conversa presenciada pelo Correio.
Simpático às teorias do veterano Márcio França, o deputado Bruno Araújo, que está em seu primeiro mandato, ressalvou apenas que no Tribunal Superior Eleitoral os ministros não são vitalícios e cumprem mandatos de dois anos. O que, segundo ele, é um fato positivo, mas não o ideal. O raciocínio do pernambucano é interrompido pelo o idealizador da idéia: “Eles mudam, mas não é por nós. Não temos relação com esse processo e isso é ruim. Tem de pensar numa lei, em alguma coisa para mudar isso”, disse França.
Novo processo
Alguns dos termos da nova lei já foram escolhidos por França, que é advogado. Para ele, o ideal seria fazer com que, a cada seis anos, o Congresso tivesse de ratificar os nomes dos integrantes do Tribunal de Contas da União e as assembléias dos componentes dos tribunais estaduais. Já os ministros dos tribunais superiores permaneceriam nos cargos por cerca de oito anos e teriam de submeter-se a um novo processo “eleitoral”, seja pelo parlamento ou pelo voto popular.
“Eles poderiam até ficar vitalícios, mas teriam de ter o aval do voto de tempos em tempos. Acho que se isso acontece, alguns dos ministros pensariam mais na sociedade na hora de votar temas polêmicos como, por exemplo, a liberação das pesquisas com células-tronco”, explicou França ao Correio, referindo-se ao ministro do STF, Menezes Direito, que deve votar contra a liberação das pesquisas apesar dos apelos e das campanhas sociais.
PROPOSTA
Fim da vitaliciedade de todos os cargos. Os ministros passam a exercer mandatos e terão de se submeter a novo processo de seleção a cada oito anos
Parte das indicações deve ser prerrogativa do Congresso Nacional e das Assembléias Legislativas
Servidores dos órgãos e demais brasileiros também devem participar da escolha dos nomes dos novos ministros
O presidente da República deixa de dar a palavra final na indicação dos ministros do STF, STJ e do Ministério Público
O novo processo de eleição passa a valer para os novos indicados. Os atuais ministros, portanto, preservam o caráter vitalício das suas funções.
Para saber mais
Nas mãos do presidente
Atualmente é o presidente da República quem decide as indicações da maior parte dos detentores de cargos vitalícios. Na nomeação para o Supremo, são escolhidos cidadãos com mais de 35 e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada. O ministro é indicado pelo presidente, mas só é nomeado depois de uma superficial sabatina no Senado.
Já no STJ, a indicação dos 33 ministros também é definida pelo presidente da República, mas a escolha é realizada mediante análise de uma lista tríplice enviada pelas categorias de advogados, juízes dos Tribunais Regionais Federais, desembargadores dos Tribunais de Justiça e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e Territórios, visto que as vagas são divididas por categorias de profissionais da área jurídica.
No TCU, a indicação dos ministros é feita pelo presidente da República (um terço da composição do pleno) e pelo Congresso Nacional (dois terços).
Já os membros do Ministério Público Federal iniciam a carreira no cargo de procurador da República, após participarem de concurso público específico. Quando promovidos, passam para o cargo de procurador-regional e, por último, de subprocurador-geral da República. Depois de dois anos de exercício, só podem perder o cargo por sentença judicial transitada em julgado, pois adquirem a vitaliciedade. O procurador-geral é escolhido pelo presidente da República dentre os subprocuradores para mandato de dois anos. Em todos os casos, os ministros e procuradores permanecem nos cargos até a aposentadoria.
Os caras-de-pau agora querem mesmo é correr solto na buraqueira.
Compromisso com o povo, que é bom, nem em sonhos.
Verdadeiros marginais, de deixar Al Capone no chinelo, este sindicato do crime que se denomina congresso nacional.
domingo, 25 de maio de 2008
Crimes.
Em operação do IBAMA no Sábado, 24 de maio, em Abaetetuba-Pará, foram flagrados 384 kgs. de mapará, com cerca de 10 cm. de tamanho. O tamanho mínimo de captura para este peixe é de 29 cm.
O tamanho mínimo protege os estoques do pescado, ou seja, o futuro da pesca, e quem pesca ou comercializa peixes abaixo dele está contribuindo para a extinção das espécies.
Pescador que faz isso é suicida, esta se matando e aos filhos e colegas de fome.
Além do peixe, foram apreendidos 20 kgs. de carne de capivara, 45 alçapões para captura de pássaros e libertados 30 passeriformes.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Bravos
No filmão do Robert Redford, de 1972, "Mais forte que a vingança" (Jeremiah Johnson), o personagem enfretava todos os guerreiros de uma tribo, um a um, pois assim havia honra para a tribo, que media o seu valor pelo valor de seu adversário.
Pena que isso é coisa de cinema, pois os "bravos" guerreiros kaiapós, hoje, enfrentaram um "fortissimo" adversário, um engenheiro da Eletrobras que deu uma palestra sobre a parte técnica da possivel futura usina de Belo monte.
Segundo o jornal Liberal 2º ed., o "perigoso" engenheiro foi cercado por vários índios da etnia kaiapó, agredido e cortado a terçado em um dos braços. Ficou cerca de 10 min. a merce dos "bravos", segundo o jornal.
Parabéns a "brava" tribo dos kaiapós, por tão "valente e perigoso" inimigo.
Pena que a noticia vai ganhar o mundo, pois os índios daqui não chegam aos pés dos do filme.
Pena que isso é coisa de cinema, pois os "bravos" guerreiros kaiapós, hoje, enfrentaram um "fortissimo" adversário, um engenheiro da Eletrobras que deu uma palestra sobre a parte técnica da possivel futura usina de Belo monte.
Segundo o jornal Liberal 2º ed., o "perigoso" engenheiro foi cercado por vários índios da etnia kaiapó, agredido e cortado a terçado em um dos braços. Ficou cerca de 10 min. a merce dos "bravos", segundo o jornal.
Parabéns a "brava" tribo dos kaiapós, por tão "valente e perigoso" inimigo.
Pena que a noticia vai ganhar o mundo, pois os índios daqui não chegam aos pés dos do filme.
domingo, 18 de maio de 2008
Novidades.
O novo(?)ministro do meio ambiente quer o Exercito em UC's. Somente dois pontos:
1- o Exército existe para defender o país de ameaças estrangeiras, e é treinado para matar(guerra), como mudar isso, na Constituição e no treinamento, em tão pouco tempo?
2- aonde fica o Instituto Chico Mendes nisso, que tem dever de oficio para proteger estas UC's, para que foi criado e é mantido, se para o ministro só o EB resolve?
1- o Exército existe para defender o país de ameaças estrangeiras, e é treinado para matar(guerra), como mudar isso, na Constituição e no treinamento, em tão pouco tempo?
2- aonde fica o Instituto Chico Mendes nisso, que tem dever de oficio para proteger estas UC's, para que foi criado e é mantido, se para o ministro só o EB resolve?
AP Country
Na coluna do Mauro Bonna, o vice-problema, Odair Correa, prometeu que vai ajudar a desembaraçar a AP Country, que "está parada por pura e simples implicância", segundo o jornalista.
Se o colunista se limitasse a informar não passaria por vergonhas como a que se expõe ao falar assim, comprovando sua ignorância em legislação ambiental.
O tal empreendimento não pode ser licenciado como querem a AP, o Vice e o Mauro Bonna, pelo simples fato de estar em Área de Preservação Permanente (APP).
Se sair o licenciamento com estão querendo, terão problemas com o MP e com o IBAMA, disso podem ter certeza.
Ao Vice, se ele não sabe, a primeira coisa que aprendi ao entrar no serviço público, foi que ordem ilegal não se cumpre. Acho que os colegas da SEMA também aprenderam, como tem provado até agora.
Se o colunista se limitasse a informar não passaria por vergonhas como a que se expõe ao falar assim, comprovando sua ignorância em legislação ambiental.
O tal empreendimento não pode ser licenciado como querem a AP, o Vice e o Mauro Bonna, pelo simples fato de estar em Área de Preservação Permanente (APP).
Se sair o licenciamento com estão querendo, terão problemas com o MP e com o IBAMA, disso podem ter certeza.
Ao Vice, se ele não sabe, a primeira coisa que aprendi ao entrar no serviço público, foi que ordem ilegal não se cumpre. Acho que os colegas da SEMA também aprenderam, como tem provado até agora.
Enviroment ???!!!
Segundo a Folha de São Paulo de hoje, artigo do "N.Y.T." pergunta de quem é a Amazônia.
Ninguém perguntou aos americanos de quem eram os bisões, quando foram exterminados somente para matar as tribos indígenas de fome.
Também ninguem perguntou o que os americanos fizeram com 97%( por extenso: noventa e sete porcento)da cobertura vegetal original do seu teritório.
O mais interessante é que eles acham estranho, no artigo, que o Brasil não goste desta pergunta.
Se ao menos não fossem os maiores poluidores do planeta, e não se recusassem a aceitar que a poluição industrial é uma das principais causadoras do efeito estufa, poderiam ter um mínimo de moral para escrever algo assim.
Quando os EUA pararem de tratar o mundo como seu quintal, talvéz deixem de ter inimigos com a al qaeda, e tantas outros a caminho.
Mas podem se preparar, amazônidas, que estamos na linha de fogo deste tipo de bombardeio, por enquanto virtual, que não vai levar a uma invasão da Amazônia por forças internacionais, mas que será prejudicial a nossa soberania do mesmo jeito, se não houver muita força por parte dos nossos governantes.
Ninguém perguntou aos americanos de quem eram os bisões, quando foram exterminados somente para matar as tribos indígenas de fome.
Também ninguem perguntou o que os americanos fizeram com 97%( por extenso: noventa e sete porcento)da cobertura vegetal original do seu teritório.
O mais interessante é que eles acham estranho, no artigo, que o Brasil não goste desta pergunta.
Se ao menos não fossem os maiores poluidores do planeta, e não se recusassem a aceitar que a poluição industrial é uma das principais causadoras do efeito estufa, poderiam ter um mínimo de moral para escrever algo assim.
Quando os EUA pararem de tratar o mundo como seu quintal, talvéz deixem de ter inimigos com a al qaeda, e tantas outros a caminho.
Mas podem se preparar, amazônidas, que estamos na linha de fogo deste tipo de bombardeio, por enquanto virtual, que não vai levar a uma invasão da Amazônia por forças internacionais, mas que será prejudicial a nossa soberania do mesmo jeito, se não houver muita força por parte dos nossos governantes.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Justiça ?
Estou achando, como acredito que todo mundo, um absurdo a absolvição do "Bida".
Como pode existir um assassino de aluguel, um intermediário e não haver um mandante?
se não foi o "Bida", quem foi então?
Porém, o que mais tem me intrigado nesta história toda é a não possibilidade do cara ser absolvido.
Já explico, no julgamento, pelo menos pelas Leis do Brasil, todos são inocentes até prova em contrário, mesmo se a vitima for de um movimento social. A absolvição não foi errada somente pelo fato de não terem sido levados em conta as provas carreadas aos autos, mas por ter sido de um fazendeiro que praticou um crime contra uma freira idosa e indefesa, entendem? ele DEVE ser culpado até prova em contrário, o que considero um risco para a democracia. Talvéz por compartilhar desta idéia o MP não tenha feito seu "dever de casa", como está sendo dito pela impressa no dia de hoje (O liberal, R70), acreditando que já tinha ganho essa. Ficou de salto alto e perdeu, enchendo o prato daqueles que só querem um pé para falar mal do Pará e do Brasil, e daqueles que querem tirar proveito político do fato.
Como pode existir um assassino de aluguel, um intermediário e não haver um mandante?
se não foi o "Bida", quem foi então?
Porém, o que mais tem me intrigado nesta história toda é a não possibilidade do cara ser absolvido.
Já explico, no julgamento, pelo menos pelas Leis do Brasil, todos são inocentes até prova em contrário, mesmo se a vitima for de um movimento social. A absolvição não foi errada somente pelo fato de não terem sido levados em conta as provas carreadas aos autos, mas por ter sido de um fazendeiro que praticou um crime contra uma freira idosa e indefesa, entendem? ele DEVE ser culpado até prova em contrário, o que considero um risco para a democracia. Talvéz por compartilhar desta idéia o MP não tenha feito seu "dever de casa", como está sendo dito pela impressa no dia de hoje (O liberal, R70), acreditando que já tinha ganho essa. Ficou de salto alto e perdeu, enchendo o prato daqueles que só querem um pé para falar mal do Pará e do Brasil, e daqueles que querem tirar proveito político do fato.
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